O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve fazer um apelo para que o Congresso aprove uma revisão do sistema regulatório americano para a economia, em discurso na tarde desta segunda-feira, em Nova York.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama deve defender as políticas econômicas de seu governo e se concentrar "na necessidade de se tomar uma nova série de passos" para a reforma.

O pronunciamento, a ser realizado às 12h10 (hora local, 13h10 em Brasília), vai marcar um ano da queda do banco Lehman Brothers, tida como o estopim da atual crise econômica mundial.

Para o discurso, Obama escolheu o Federal Hall, na Wall Street, onde George Washington tomou posse como o primeiro presidente dos Estados Unidos.

Dúvida dos americanos

Aliados e membros do governo americano argumentam que, com suas políticas econômicas, conseguiram driblar uma segunda Grande Depressão.

A Casa Branca diz que seu pacote de estímulo de US$ 787 bilhões, conhecido como Ato de Recuperação e Reinvestimento Americano e aprovado no início deste ano, possibilitou a criação de 1,1 milhão de empregos e reaqueceu a atividade econômica.

"Quanto tomei posse, o sistema financeiro estava à beira do colapso", disse Obama ao programa de televisão americano 60 Minutes, no domingo.

"O motivo pelo qual lançamos o pacote foi porque todos os economistas democratas e republicanos confiáveis na época disseram que se não houvesse esse estímulo, a situação iria ficar muito pior", afirmou.

Algumas pesquisas de opinião indicaram que a maioria dos americanos acreditam que o plano de estímulo não teve impacto algum.

Mas a Casa Branca defende que o pacote aumentou o PIB americano entre 2% e 3% de abril a junho.

Recuperação

Números recentes sugerem que a economia americana está começando a se recuperar, enquanto países como o Japão e a Alemanha já saíram da recessão.

Muitos economistas acreditam que os Estados Unidos voltarão ao crescimento econômico positivo no trimestre de junho a setembro.

"Quando o presidente foi eleito e durante a transição dos governos, a questão era se a recessão se tornaria uma depressão", lembrou Lawrence Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional.

"A questão hoje é: quando vai acabar esta fase de recessão?"
"E isso não é, a nosso ver, um acidente. Estamos fazendo uma transição clara para uma recuperação sustentada", concluiu.

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