Obama deve ordenar fechamento de Guantánamo

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode assinar nesta quinta um documento que ordena o fechamento do campo de prisioneiros da base de Guantánamo, em Cuba, no prazo de um ano. O jornal The Washington Post afirmou, ainda, que Obama assinará também um decreto que modificará as regras de detenção e interrogatório da CIA.

Redação com agências internacionais |


Um rascunho da possível ordem executiva que circulou em Washington nesta quarta-feira aponta que Obama pretende fechar o centro de detenção e "libertar ou transferir os prisioneiros para seus países de origem, para o sistema prisional americano ou para um terceiro país".

"O centro de detenção de Guantánamo, para os indivíduos cobertos por esta ordem, deve ser fechado assim que possível, e não mais que um ano após a data desta odem", diz o rascunho, segundo a agência de notícias Reuters.

Falando na condição de anonimato, um funcionário da Casa Branca afirmou que a ordem será assinada pelo presidente ainda nesta quinta-feira.

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Prisão de Guantánamo era um dos símbolos da "era Bush"

Além  disso, segundo o jornal "The Washington Post", Obama assinará um decreto que modifica regras da CIA, muito criticada por seus métodos de luta contra o terrorismo.

Segundo o jornal, Greg Craig, conselheiro jurídico da Casa Branca, conversou na noite de quarta-feira com congressistas republicanos e democratas e "indicou aos membros do Congresso que eles terão vários decretos relativos a Guantánamo" para votar.

Estas medidas "modificarão as regras de detenção e de interrogatório da CIA, limitarão em todas as instalações americanas do mundo os processos de interrogatório que estão no manual de terreno do Exército e proibirão a agência (CIA) de deter em segredo supostos terroristas nas prisões de países terceiros", segundo o Post.

A última versão do manual de terreno do Exército (Army Field Manual) revisada em 2006, proíbe explicitamente técnicas de interrogatório tais como golpes, a utilização de cachorros para assustar os prisioneiros, o eletrochoque e a simulação de afogamento, considerados tortura pelas organizações de defesa dos direitos humanos.

Novo juramento

Obama teve que jurar o cargo pela segunda vez, após um leve deslize durante sua posse na última terça-feira, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais. 

"Foi por precaução", disse o conselheiro Greg Craig, em uma declaração feita depois de Obama ter repetido seu juramento tal como está escrito na Constituição dos Estados Unidos. O deslize ocorreu quando Obama alterou a ordem das palavras que devia utilizar na hora de jurar o cargo.

Na cerimônia de terça-feira, o juramento foi conduzido pelo presidente do Suprema Corte dos EUA, John Roberts. "Achamos que o juramento ao cargo aconteceu de maneira eficiente e que o presidente jurou adequadamente", assinalou Craig.

No entanto, ele frisou que o texto do juramento presidencial está na Constituição e portanto, "em um excesso de precaução e porque havia uma palavra posta na ordem errada, o juiz Roberts administrou" o juramento do cargo novamente. A cerimônia aconteceu de forma privada em um dos salões da Casa Branca.

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