Washington, 10 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, pretende nomear Steven Chu, diretor do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e Nobel de Física de 1997, secretário de Energia, informaram hoje as redes de TV CNN e MSNBC.

Por sua vez, a ex-administradora da Agência de Proteção Ambiental Carol Browner será a nova coordenadora da política energética da Casa Branca, segundo as mesmas fontes.

Em 1997, a Real Academia Sueca de Ciências concedeu o Nobel de Física a Steven Chu e a Williams Phillips, ambos americanos, e ao francês Claude Cohen-Tannoudji, de origem argelina.

Os três cientistas receberam o prêmio por terem desenvolvido métodos para refrigerar e capturar átomos com a ajuda do laser, por terem mantido os átomos congelados flutuando e por terem capturado átomos em diferentes tipos de "armadilhas" para o seu posterior estudo.

Chu começou suas pesquisas sobre o assunto em 1983 e, dois anos depois, publicou seu primeiro artigo acadêmico. O trabalho que lhe valeu o Nobel de Física foi desenvolvido entre 1978 e 1987.

Nesse último ano, ele virou professor dos departamentos de Física e Física Aplicada da Universidade de Stanford (Califórnia), até que aceitou o posto de diretor do Laboratório Berkeley em 2004.

O site destes laboratórios descreve Chu como uma pessoa que sempre buscou soluções científicas para a mudança climática e que guiou o Laboratório Berkeley em "uma nova missão, até se tornar líder em pesquisas de fontes energéticas alternativas e renováveis".

Por iniciativa de Chu, foram criados o Instituto Conjunto sobre Bioenergia e o Instituto de Energia e Biociências. Além disso, foram fomentados programas sobre edifícios "verdes".

Chu, que tem dois filhos - Geoffrey e Michael -, é casado com Jean Chu, uma física formada na Universidade de Oxford e que já fez parte do conselho presidencial da Universidade de Stanford.

Obama deverá usar a experiência do cientista em seus planos de gastar bilhões de dólares na promoção de fontes energéticas alternativas.

Na terça-feira, o presidente eleito prometeu adotar medidas "drásticas e ousadas" contra a mudança climática logo que tomar posse, em 20 de janeiro. EFE ca/sc

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