Obama deve fechar Guantánamo dentro de um ano

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenará a desativação da prisão militar de Guantánamo dentro de um ano, caso assine um projeto cujo texto foi obtido na quarta-feira pela Reuters. Para isso, seu governo iniciaria uma revisão imediata de sobre as medidas que adotará em relação aos prisioneiros, segundo o documento.

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A desativação da prisão militar, criada em 2001 para receber suspeitos capturados na "guerra ao terrorismo" do governo Bush, foi uma promessa de campanha de Obama.

Devido a suspeitas de abusos e à falta de acusações formais contra a maioria dos detentos, a prisão de Guantánamo foi alvo de inúmeras críticas de entidades de direitos humanos.

Assinando essa medida, Obama determinaria uma revisão também das comissões militares criadas para julgar os presos, e uma avaliação sobre a eventual transferência de presos para estabelecimentos dentro dos Estados Unidos.

"As unidades carcerárias de Guantánamo para indivíduos cobertos por esta ordem devem ser fechadas assim que for praticável, e no máximo um ano após a assinatura desta ordem", diz o texto.

Os presos "deverão ser devolvidos a seus países de origem, libertados, transferidos para um terceiro país ou transferidos para outra unidade carcerária dos Estados Unidos."

Uma fonte de alto escalão disse que Obama deve assinar a medida ainda em janeiro, mas não no seu primeiro dia completo no cargo. O texto obtido pela Reuters tem o mês de janeiro no cabeçalho, mas com o dia em aberto.

A medida diz ainda que é do interesse da política externa e da segurança nacional dos EUA desativar a polêmica prisão e dar um destino aos prisioneiros restantes.

(Reportagem de Jeff Mason e Jane Sutton)

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