Washington, 12 set (EFE).- A candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, assegurou hoje que Barack Obama deve estar arrependido de não ter escolhido Hillary Clinton como companheira de chapa para as eleições de novembro.

"Acho que agora ele deve estar lamentando que não a escolheu para a Vice-Presidência", disse a governadora do Alasca em entrevista à "ABC".

Os comentários de Palin provocaram uma reação imediata da campanha de Obama.

"Sarah Palin deveria guardar seus falsos sentimentos e considerações", disse a representante democrata Debbie Wasserman.

Wasserman lembrou ainda que a governadora do Alasca disse que Hillary era uma "chorona", por causa de seus comentários quando foi criticada na campanha das primárias.

Segundo as pesquisas, a escolha de Palin como candidata à Vice-Presidência conseguiu o apoio de um setor considerável das mulheres americanas que antes apoiavam a ex-primeira-dama.

A governadora, considerada um dos representantes conservadores do Partido Republicano, confirmou essa posição durante a entrevista.

Palin reiterou que se opõe ao aborto em qualquer circunstância, uma postura diferente da do candidato presidencial John McCain, que disse que o apoiaria em casos de estupro ou incesto.

Além disso, afirmou que apóia o direito constitucional dos americanos de ter armas, e assinalou que se opõe à pesquisa com células-tronco embrionárias, que também conta com o respaldo de McCain.

Palin também comentou sobre "a ameaça de uma guerra" caso a Rússia volte a invadir a Geórgia.

"Temos de estar atentos à Rússia. É inaceitável que a Rússia tenha exercido tal pressão a ponto de invadir um país democrático menor", afirmou.

A governadora disse ainda que seria possível que os Estados Unidos declarassem guerra à Rússia caso invadisse a Geórgia novamente.

"Isso é possível, quero dizer, esse é o acordo quando se trata de um dos aliados da Otan. Se outro país for atacado, é preciso esperar que te peçam ajuda", concluiu a governadora, que defendeu a entrada da Geórgia e da Ucrânia no organismo. EFE ojl/mh

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