Obama destaca urgência de reforma do sistema de saúde dos EUA

(embargada até as 7h de sábado em Brasília). Washington, 6 jun (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, pediu neste sábado que o Congresso tramite com urgência a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

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Em seu habitual discurso dos sábados, Obama disse que a reforma deve ser "real" e precisa assegurar atendimento médico acessível e de qualidade a cada americano, e por isso "é uma necessidade que não pode esperar".

A reforma do sistema para reduzir os custos médicos, ampliar a cobertura a todos os americanos e permitir que cada um escolha livremente seus médicos e planos de saúde foi uma das promessas eleitorais de Obama no ano passado e é uma de suas prioridades legislativas.

Obama se dirigiu aos americanos no momento em que termina uma viagem pelo Oriente Médio e Europa que teve como principal objetivo uma aproximação com o mundo muçulmano.

"Mas mesmo quando estou no exterior, continuo focado nos outros desafios que enfrentamos, incluindo a urgente necessidade de reformar o sistema de saúde", disse.

"Se não fizermos nada, a saúde de todos estará em risco. Dentro de uma década, para cada US$ 5 que ganharmos vamos gastar US$ 1 em saúde", advertiu.

"Reformar o sistema de saúde já não é um luxo... é uma necessidade que não podemos continuar adiando", insistiu.

No início do mês, a Casa Branca divulgou um estudo do Conselho de Assessores Econômicos que indica que a reforma da saúde aumentaria o crescimento econômico em mais de 2% em 2020 e quase 8% em 2030, se conseguir reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa de crescimento anual dos custos de saúde.

As famílias americanas se beneficiariam diretamente de uma reforma, já que, segundo esse mesmo estudo, as economias em custos de saúde produziriam uma receita adicional de US$ 2.600 para uma família de quatro membros em 2020, e de perto de US$ 10.000 em 2030.

Obama disse que indicou ao Legislativo que as reformas devem reduzir custos, melhorar a qualidade e proteger o consumidor.

"Mas também deixei claro ao Congresso que devemos desenvolver um plano que não aumente o déficit fiscal", concluiu. EFE ojl/mh

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