Obama destaca necessidade de plano econômico para manter empregos

Washington, 9 fev (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, que enfrenta demoras na aprovação do plano de estímulo econômico por parte do Senado, destacará hoje a necessidade de conseguir o mais rápido possível a ratificação da proposta em reunião que manterá com desempregados em Indiana.

EFE |

Da mesma forma, deve realizar hoje, às 21h (de Brasília) e na Casa Branca, a primeira entrevista coletiva formal da Presidência.

Obama, de 47 anos, assumiu o mandato há cerca de três semanas, e parte esta manhã em direção à localidade de Elkhart, uma região do norte de Indiana, onde o índice do desemprego chegou a 15,3% em dezembro, mais que o dobro da média nacional.

Em Elkhart, centenas de trabalhadores perderam os empregos em companhias como Monaco Coach, Keystone RV e Pilgrim International que fabricam trailers para turistas.

"Os americanos em todo o país lutam com sérias dificuldades", disse Obama durante discurso por rádio no sábado.

"E nos observam para ver se estamos à altura de nossas responsabilidades", acrescentou.

O Senado debate nestes dias e poderia votar amanhã um programa de estímulo econômico superior a US$ 900 bilhões, que conta com o apoio da maioria democrata, e a oposição quase unânime da minoria republicana.

A Câmara de Representantes já aprovou um plano no valor de US$ 875 bilhões, mas diferente da proposta discutida no Senado, de modo que se a Casa aprovar sua versão, seria necessário haver uma negociação entre ambas as Câmaras do Congresso.

Obama se reunirá ao meio-dia com os cidadãos em Elkhart, e explicará seu programa.

Espera-se que ele responda às perguntas dos participantes do encontro antes de voltar a Washington.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que espera que o encontro dê "ao presidente outra oportunidade de falar diretamente aos americanos sobre o que está em jogo nestes momentos".

"Há milhões de pessoas que perdem seus empregos, e o presidente espera que, em breve, o Congresso lhe envie para a promulgação um plano que salve ou crie milhões de empregos, que ponha as pessoas para trabalhar, que ponha dinheiro no bolso do povo, que ajude os Governos locais e estaduais para que não tenham que demitir bombeiros, professores ou policiais", disse Gibbs. EFE jab/db

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