Obama descarta retirada e cortes das tropas no Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na terça-feira que sua revisão da estratégia para o Afeganistão não prevê uma retirada ou um corte no número de soldados atuando no país. Em uma reunião com cerca de 30 membros democratas e republicanos do Congresso americano, Obama disse que ele vai se decidir por uma atitude que vai valorizar o sentido de urgência da situação, mas afirmou que nem todas as pessoas ficarão satisfeitas.

BBC Brasil |

Mas uma fonte informou que Obama não prometeu aumentar o número de tropas, como foi pedido na semana passada pelo principal comandante americano no país, o general Stanley John McCain.

A ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, que tinha por objetivo derrubar o regime do Talebã após os ataques de 11 de setembro de 2001, completa oito anos nesta quarta-feira.

Divisões
O Partido Democrata americano está dividido em relação à perspectiva de enviar mais soldados americanos ao Afeganistão, o que é defendido por alguns republicanos.

Obama afirmou ao grupo convidado à Casa Branca que sua avaliação será "rigorosa e deliberada" e que ele vai continuar a trabalhar com o Congresso pelo bem da segurança nacional e internacional.

A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse que houve alguns pontos de acordo e algumas "diferenças de opinião" durante a conversa.

O ex-candidato à Presidência pelo Partido Republicano John MCain fez um apelo para que Obama escute o conselho dos generais que estão atuando pessoalmente no Afeganistão.

Grave
Com base nos atuais planos, até o fim de 2009 haverá um total de 68 mil soldados americanos no Afeganistão.

O general McChrystal disse que a situação no país é "grave" e pediu um reforço de até 40 mil homens.

Segundo Anthony Cordesman, conselheiro do general, a decisão é bem mais complexa do que se está pintando.

"Esta decisão envolve muito mais do que o simples nível de tropas", disse ele à BBC. "É uma decisão sobre qual estratégia seguir, sobre o comprometimento em ficar no Afeganistão, em como lidar com a Otan e com os aliados, como reformular o programa de ajuda humanitária, e como lidar com o futuro do governo afegão."

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