Obama desafia Congresso a agir na questão da Saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desafiou o Congresso a agir para enfrentar a crise no sistema de saúde, e advertiu que o país chegou a um ponto crítico nesta questão.

AFP |

"Nosso fracasso coletivo na hora de enfrentar este desafio, ano após ano, década após década, nos levou a um momento crucial", explicou Obama aos legisladores do Senado e da Câmara de Representantes na noite desta quarta-feira.

"Todos entendem as extraordinárias dificuldades que enfrentam os que não têm um plano de assistência médica, que diariamente vivem sob a ameaça de um acidente ou de uma doença que os levem à falência". "É por este motivo que não podemos fracassar. Porque há muitos americanos que esperam por nós".

Obama alertou que mais americanos morrerão se Washington não fizer nada para ampliar a cobertura médica e reduzir o custo dos seguros.

Segundo o presidente, "chegou o momento de agir". "Não vou mais perder tempo com os que calculam que é melhor politicamente matar este plano do que melhorá-lo".

"O tempo para jogos passou. Agora chegou o momento de agir, agora é o momento de trabalhar pelo sistema de saúde".

Obama advertiu que se o governo nada fizer para mudar um sistema que atualmente deixa 47 milhões de americanos sem cobertura, o déficit crescerá e mais famílias irão à falência.

"Mais americanos perderão sua cobertura quando estiverem doentes e precisarem mais dela, e mais morrerão como resultado disto".

Obama explicou que seu plano de reforma tem três pontos principais: fornecer seguro-saúde a quem não tem, dar mais segurança e estabilidade aos que já possuem seguro e reduzir os custos com saúde de famílias, empresas e governo.

"Nada em nosso plano exigirá que você mude o que já tem" por outro plano de cobertura médica.

O representante da Louisiana Charles Boustany, encarregado da resposta republicana ao discurso de Obama, disse que "a maioria dos americanos quer escutar o presidente dizer à titular da Câmara de Representantes, Nacy Pelosi; ao líder da maioria no Senado, Harry Reid; e ao restante do Congresso que é tempo de recomeçar com um plano de sentido comum, bipartidário, que reduza os custos da saúde e melhore a qualidade do atendimento".

"Os republicanos estão dispostos a trabalhar com o presidente em uma reforma de sentido comum que nosso país possa aplicar", e não sobre um plano que concorrerá com as coberturas privadas já existentes.

Boustany destacou que o plano "criará 53 novas entidades burocráticas estatais, acrescentará centenas de milhões de dólares à dívida nacional e aumentará em cerca de 600 bilhões de dólares os impostos sobre os geradores de empregos".

emp/ap/LR

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