Obama demonstra otimismo sobre aprovação de plano econômico

Macarena Vidal. Washington, 27 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou otimismo hoje após uma reunião com congressistas republicanos sobre o plano de estímulo econômico que impulsiona.

EFE |

No entanto, os republicanos afirmaram que vão continuar trabalhando em uma proposta alternativa ao projeto do governante.

Em um encontro realizado a pedido do partido opositor, Obama foi ao Capitólio para se reunir com os legisladores republicanos, primeiro com os membros da Câmara de Representantes e depois com os senadores.

Ao término de sua reunião com os congressistas, Obama afirmou que tem uma "confiança absoluta" em que o plano de estímulo, que definiu como a prioridade de seu Governo, será aprovado.

No entanto, afirmou que, para isso, "é preciso deixar de lado o plano político".

O presidente americano e a maioria dos legisladores democratas defendem um plano que, segundo o fixado na Câmara de Representantes, pretende injetar US$ 825 bilhões na economia no período de dois anos.

Com isso, Obama pretende criar ou evitar a perda de três a quatro milhões de postos de trabalho nos EUA.

Até o momento, os republicanos criticaram diversos aspectos do plano, que pretende dedicar cerca de US$ 275 bilhões a cortes de impostos e o restante a investimentos em infraestruturas e novas tecnologias, entre outros fins.

Os republicanos reivindicam maiores cortes tributários e consideram que os projetos de despesa não seriam suficientemente rápidos para ter um efeito positivo na economia.

"Não espero receber um apoio de 100% dos meus colegas republicanos, mas espero que possamos deixar de lado a política e fazer o que os Estados Unidos precisam", disse hoje Obama.

O presidente americano quer conseguir a aprovação do plano no Congresso até o dia 16 de fevereiro.

Em razão da grande maioria dos democratas nas duas Câmaras, a aprovação parece assegurada, mas Obama quer obter o apoio republicano para que o projeto de lei receba um "sim" clamoroso que lhe dê impulso para levar adiante outras prioridades.

Além disso, o governante americano tem um grande interesse em conquistar o apoio republicano para demonstrar que, como prometeu durante sua campanha, governará tentando superar as divisões partidárias.

Em uma breve entrevista coletiva após a reunião, o líder da minoria republicana na Câmara de Representantes, John Boehner, expressou o agradecimento dos membros de seu partido pelo gesto do presidente, mas indicou que as diferenças persistem.

"Há pontos em comum, como o corte de impostos, mas não acreditamos que sejam suficientemente amplos", disse.

Já o "número dois" republicano na Câmara, Eric Cantor, afirmou que seu partido continuará "trabalhando no plano econômico que pretende apresentar em breve".

Embora tenham poucas chances de vetar o plano, os republicanos podem, com sua oposição, atrasar o processo de aprovação.

Com sua resistência, os republicanos pretendem estimular seus eleitores, desmoralizados após as derrotas nas eleições de novembro, e pôr à prova tanto um presidente que tomou posse recentemente como o apoio popular que conquistou quando chegou ao poder.

Na noite passada, a maior parte dos republicanos no Senado votou contra a confirmação da nomeação de Timothy Geithner como secretário do Tesouro.

Geithner, submetido a duras críticas por não ter pagado em dia os impostos que devia ao fisco dos EUA, foi aprovado no Senado por 60 votos a favor e 34 contra. Apenas dez republicanos lhe deram sinal verde. EFE mv/mh

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