Obama deixa porta aberta a possível julgamento por tortura na CIA

Washington, 21 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou hoje a porta aberta a que se leve à Justiça altos funcionários do Governo George W.

EFE |

Bush que autorizaram o uso de técnicas de interrogatório coercitivas contra suspeitos de terrorismo.

Obama voltou a mostrar à imprensa sua oposição a que se abra um processo judicial contra funcionários da CIA (agência de inteligência dos EUA) que aplicaram essas técnicas em detidos, porém deixou nas mãos do procurador-geral a decisão sobre um possível processo contra os que autorizaram, com argumentos jurídicos, práticas como a asfixia simulada.

"Sobre os que formularam essas decisões jurídicas, diria que isso será mais uma decisão para o procurador-geral dentro dos limites de várias leis e não quero fazer um julgamento antecipado a respeito do tema", declarou Obama à imprensa depois de se reunir com o rei Abdullah II da Jordânia.

Dessa maneira, Obama deixa nas mãos do secretário de Justiça, Eric Holder, a decisão sobre a viabilidade jurídica de um possível processo contra os altos funcionários do Governo anterior envolvidos na polêmica sobre as torturas praticadas contra suspeitos de terrorismo.

No entanto, reiterou que, em geral, acredita que é preciso "olhar para frente e não para trás". EFE cai/rr

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