Obama defende viagem ao exterior e encerra visita em Londres

Por Caren Bohan LONDRES (Reuters) - O candidato presidencial norte-americano Barack Obama, finalizando uma viagem ao exterior na qual teve uma recepção de astro, defendeu neste sábado sua decisão de fazer a visita aos países, embora haja sinais de que ela não aumentou sua popularidade dentro dos EUA.

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'Estou convencido de que muitas das questões que enfrentamos no nosso território não serão resolvidas efetivamente se não tivermos parceiros fortes no exterior', disse ele a repórteres em Londres após encontro com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

'Era importante para mim não apenas tentar reforçar ou ampliar (a percepção de) como a situação internacional afeta nossa economia em casa, mas também dar às pessoas nos EUA e aos líderes internacionais uma idéia de onde uma administração Obama pode levar a nossa política externa', acrescentou.

Obama disse que teve uma 'conversa excelente' com Brown sobre vários assuntos, incluindo Oriente Médio, mudanças climáticas, terrorismo e mercados financeiros. Ambos conversaram no pátio da residência do premiê e deram uma curta caminhada em uma região turística nas redondezas.

Nas etapas anteriores da viagem, Obama reuniu uma multidão de 200 mil pessoas em Berlim e recebeu aplausos efusivos do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Paris.

Mas a reação dos eleitores norte-americanos, os quais Obama sabe que estão preocupados com os preços da gasolina e as hipotecas de imóveis, ficou dividida.

'Não tenho certeza de que isso trará algum impacto político imediato', afirmou Obama. 'Eu não ficaria surpreso se em algumas zonas eleitorais você ver até uma queda como conseqüência --estamos fora do país há uma semana.'

Mais cedo, Obama tomou café da manhã com o antecessor de Brown, Tony Blair, agora um enviado de paz no Oriente Médio.

Suas conversas se basearam na região e nas mudanças climáticas, informou a assessoria de Blair em comunicado.

Obama, que enfrentará o republicano John McCain nas eleições de 4 de novembro, quer melhorar suas credenciais de política externa através da viagem e combater as críticas do adversário de que ele não tem experiência no assunto.

A oposição inicial de Obama à Guerra no Iraque é a responsável por parte de seu apelo com o público da União Européia. Ele pediu uma retomada de foco dos esforços dos EUA no Afeganistão e um encerramento da Guerra no Iraque. Ele também quer que a Europa contribua mais no território afegão.

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