Obama defende plano de reforma do sistema de saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu, nesta quarta-feira, o controvertido plano de reforma no sistema de saúde proposto por ele. Durante uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo em rede nacional, Obama disse que a reforma reduziria custos, aumentaria a escolha e garantiria a cobertura dos americanos.

BBC Brasil |

Obama afirmou que trabalhará para que a reforma seja aprovada até o final do ano.

"A provaremos uma reforma que reduza os custos, promova a escolha e garanta a cobertura que todos os americanos possam contar ", disse o presidente.

"Esse debate não é um jogo. Não é sobre mim â¿ eu tenho um bom seguro de saúde, assim como todos os membros do Congresso", afirmou Obama.

Segundo ele, a reforma seria para "todos os americanos que foram forçados a lidar com o peso de um problema que Washington fracassou em resolver por décadas".

Obama considera a aprovação da reforma no sistema de saúde como a prioridade de seu primeiro ano na Presidência dos Estados Unidos.

Críticas
A reforma proposta por Obama foi duramente criticado no Congresso, tanto por republicanos da oposição como por membros do Partido Democrata de Obama. O plano também vem sendo considerado o responsável pela redução da popularidade do presidente em pesquisas de opinião.

Atualmente, cinco comitês do Congresso estão analisando as propostas e apesar de haver consenso em alguns pontos do plano de reforma, há desentendimentos sobre como levantar fundos para financiar a expansão da cobertura dos seguros de saúde proposta por Obama.

Além da ampliação da cobertura, outra medida proposta pela reforma é a criação de uma empresa seguradora de saúde do governo, que eventualmente poderia concorrer com as empresas privadas.

Cerca de 47 milhões de americanos não possuem plano ou seguro de saúde e o aumento dos custos com saúde é contribui de maneira significativa para o déficit orçamentário do país.

Durante a coletiva desta quarta-feira, Obama afirmou que o plano de reforma não aumentaria o déficit nacional ou os impostos para a classe média nos Estados Unidos.

Segundo ele, a reforma ajudaria milhões de americanos conseguir pagar um plano de saúde e sugeriu aumentar os impostos apenas para famílias ricas, com renda acima de 1 milhão de dólares.

Obama pediu para que as duas Câmaras do Congresso aprovem as reformas até o dia 7 de agosto para que ele possa assinar a lei, já revisada, em outubro.

Iraque
Além do anúncio sobre a reforma no sistema de saúde, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tratou, nesta quarta-feira, de outro assunto que também fez parte de suas promessas de campanha: a retirada do Iraque.

Obama confirmou que as tropas americanas deixarão o Iraque até o final de 2011, seguindo o calendário de retirada anunciado anteriormente.

A declaração foi feita após um encontro, na Casa Branca, com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. A reunião desta quarta-feira foi a primeira entre os dois líderes desde o início da retirada das tropas dos EUA das principais cidades iraquianas, em junho.

Obama afirmou que espera que a violência no Iraque continue, mas reforçou que o calendário será mantido.

"Haverá ataques contra as forças de segurança iraquianas e contra as tropas americanas que as apóiam. No Iraque, ainda há aqueles que assassinariam um homem, uma mulher e uma criança inocentes. Ainda há aqueles que fomentam o conflito sectário. Mas não se enganem, esses esforços fracassarão", disse o presidente.

Segundo Obama, a reconciliação política no país é a chave para reduzir a violência no Iraque.

Nouri al-Maliki disse que o Iraque está trabalhando para um futuro livre do conflito sectário.

Durante o discurso, Obama também ofereceu o apoio dos Estados Unidos para libertar o Iraque das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991.

De acordo com o presidente, o Iraque "não pode ser prejudicado por causa dos pecados cometidos por um ditador deposto ".

Segundo o correspondente da BBC em Washington Jon Donnison, um dos principais assuntos da viagem do premiê aos Estados Unidos é justamente garantir o apoio do país para o fim das sanções impostas pela ONU contra o Iraque.

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