Obama defende maior transparência no financiamento eleitoral

Presidente dos EUA critica rivais republicanos por obstruir projeto de lei que busca transparência no financiamento eleitoral

EFE |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje seus rivais republicanos por obstruir um projeto de lei que busca maior transparência no financiamento eleitoral e disse que seguirá sua luta para conseguir seu objetivo. O presidente afirmou que a medida proposta para a campanha das eleições parlamentares de novembro, nas quais os democratas buscam a maioria no Congresso, aumentam os anúncios com todo tipo de ataques e fontes de financiamento pouco claras.

"Não sabemos quem está por trás desses anúncios e não sabemos quem está pagando por eles", afirmou o chefe da Casa Branca em seu tradicional discurso dos sábados.

Obama mencionou que essa falta de transparência é possível por uma decisão de janeiro da Suprema Corte que permite que as grandes empresas façam contribuições, sem limites, às campanhas eleitorais ou para se opor a determinados candidatos. O presidente, que criticou essa decisão em outras ocasiões, denunciou que agora as empresas possam financiar campanhas milionárias de anúncios televisivos e, "pior ainda", que não tenham de revelar quem pagou por eles.

"Qualquer grupo pode se esconder atrás do nome de 'cidadãos por um futuro melhor'. O nome mais correto seria o de 'cidadãos por um menor controle'", ironizou Obama.

Ele indicou que, para solucionar essa situação, no mês passado um grupo de democratas e republicanos respaldou uma proposta que, se for levada adiante, obrigaria a revelar quem custeia a fatura dos anúncios.

Além disso, acrescentou, as corporações controladas por capital estrangeiro teriam um limite no dinheiro que podem gastar "para influir nas eleições dos EUA". O problema, explicou Obama, é que os líderes republicanos no Congresso disseram "não". "De fato", apontou o presidente, os líderes republicanos não permitiram, nem sequer, que a medida fosse submetida a votação. "Isso só pode significar que os líderes do outro partido querem manter o público na escuridão".

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