Obama defende fechamento de Guantánamo e critica política de Bush

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou algumas decisões sobre quais presos deveriam ser libertados em Guantánamo, em entrevista ao programa 60 Minutes que será transmitida no domingo, mas que teve trechos divulgados neste sábado.

EFE |

Obama, que entre suas primeiras decisões como presidente ordenou o fechamento de Guantánamo no prazo de um ano, se mostrou muito crítico sobre as acusações do ex-presidente americano Dick Cheney de que essa medida fará dos Estados Unidos um país menos seguro.

Reuters
Obama durante a entrevista para a CBS
"A política do Governo anterior não nos deixou mais seguros. Muito pelo contrário, acabou estimulando o sentimento antiamericano", disse Obama.

Perguntado por seu entrevistador, o jornalista Steve Kroft, sobre a possibilidade de detidos em Guantánamo voltarem ao terrorismo, Obama disse que não há como saber quais dos presos são "verdadeiramente perigosos".

"Não resta dúvidas de que não fizemos um trabalho especialmente efetivo em determinar quem são os indivíduos verdadeiramente perigosos, para saber os que não são uma ameaça contra nós", afirmou.

No entanto, disse que a política do Governo de George W. Bush de detenções indefinidas sem julgamento era "insustentável".

Segundo a "CBS", a entrevista abrange também assuntos como a situação no Afeganistão e Paquistão, a situação do setor automotivo, a reforma do sistema de saúde e o estado geral da economia.

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