Obama defende Estado palestino; Netanyahu propõe retomar conversas de paz

Washington, 18 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que Israel tem obrigações claras dentro do plano de paz para o Oriente Médio e que os assentamentos devem ser detidos nos territórios palestinos.

EFE |

O presidente fez o pronunciamento após se reunir por cerca de duas horas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com quem conversou, entre outros assuntos, sobre o processo de paz no Oriente Médio e o programa nuclear iraniano.

Além disso, Obama reiterou o apoio à criação de um Estado palestino, enquanto Netanyahu expressou a vontade de retomar as conversas de paz imediatamente.

Em entrevista após o encontro, que durou cerca de uma hora mais que o previsto, o presidente americano afirmou: "falamos de começar de novo negociações sérias entre Israel e os palestinos".

Obama afirmou que convém às duas partes "uma solução de dois Estados".

"Sugeri ao primeiro-ministro que tem uma oportunidade histórica para conseguir movimentos sérios neste assunto durante seu mandato", disse.

Até o momento, Netanyahu resistiu a apoiar a criação de um Estado palestino e também não mencionou essa possibilidade nesta ocasião.

O premiê expressou disposição para retomar "imediatamente" as conversas de paz com os palestinos, interrompidas depois que as Forças Armadas israelenses invadiram Gaza no ano passado, caso os palestinos aceitem o direito de Israel de existir.

"Acho que não há razão pela qual não possamos aproveitar esta oportunidade e este momento", afirmou.

O presidente americano assegurou que as partes devem cumprir os compromissos contraídos no processo de paz e, se os palestinos devem dar melhores garantias para a segurança de Israel, o país, por sua vez, deve colocar fim aos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Além do processo de paz no Oriente Médio, os dois líderes dedicaram boa parte das conversas ao programa nuclear iraniano, o qual Netanyahu definiu como "a questão mais premente" para o país.

O presidente americano tenta desenvolver um processo de aproximação com o Irã, no qual oferece um novo começo nas relações bilaterais se esse último país cumprir seus compromissos internacionais.

O presidente americano explicou que as conversas diretas entre os dois países poderiam começar após as eleições iranianas, previstas para junho.

Apesar de ter ressaltado que não se devem impor "calendários artificiais", calculou que, até o final do ano, será possível determinar se o processo de aproximação rendeu frutos.

Obama expressou otimismo sobre o resultado das negociações, mas ressaltou: "não ficaremos conversando eternamente" e, se não houver frutos, os Estados Unidos estudarão uma série de medidas, incluindo a imposição de sanções mais duras contra Teerã. EFE mv/db

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