O democrata Barack Obama defendeu hoje seu direito, se obter a Presidência dos Estados Unidos, de sentar para negociar com quem achar melhor e no momento que desejar, depois que seu oponente republicano, John McCain, o acusou de querer negociar sem condições prévias com líderes hostis.

"Barack Obama disse em debates anteriores que se sentaria para negociar sem condições prévias com líderes como o cubano Raúl Castro, o venezuelano Hugo Chávez, e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que hoje, por certo, na ONU falou de exterminar o estado de Israel", afirmou McCain, no debate realizado no Mississipi.

Obama o contestou: "Como presidente dos EUA tenho o direito de me reunir com a pessoa que considerar, no momento que achar melhor, se com isso acho que mantenho o país mais a salvo".

Além disso, o senador por Illinois reprovou McCain que em entrevista disse há poucos dias que não sabe se se reuniria com o presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, apesar de seu país ser um aliado da Otan.

O senador democrata insistiu em que sentar para negociar sem condições prévias não representa que "não haja uma preparação prévia" da aproximação dos EUA com estes países, com contatos em mais baixo nível, como defende o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, um dos assessores da administração Bush.

Com relação ao Irã, Obama reconheceu que este país asiático foi ganhando influência nos últimos tempos, mas disse que é necessário que se "explore a possibilidade de iniciar contatos diplomáticos".

Ele explica: "Não podemos nos permitir uma guerra nuclear".

Para McCain, estes contatos com Ahmadinejad só serviriam para "dar legitimidade à plataforma de propaganda do Irã, que só procura justificar a exterminação do Estado de Israel". EFE pgp/ma

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