WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei Abdullah, da Jordânia, fizeram um apelo nesta segunda-feira para que Israel e os palestinos iniciem em breve diálogos indiretos de paz. A Casa Branca disse que Obama e o monarca jordaniano discutiram os esforços de paz no Oriente Médio e o impasse nuclear iraniano em conversas nos bastidores da cúpula sobre segurança nuclear em Washington.

A administração de Obama pretende reunir israelenses e palestinos em conversas de "aproximação" que visam reiniciar o estagnado processo de paz.

A Jordânia, único país árabe além do Egito a ter assinado um acordo de paz com Israel, é vista como uma potencial peça-chave em qualquer negociação de paz regional.

"Durante estas discussões, ambos concordaram que as conversas de aproximação entre israelenses e palestinos devem começar o mais rápido possível, e transitar rapidamente à negociações diretas", disse a Casa Branca. "Eles também concordaram que ambos os lados devem se abster de ações que enfraqueçam a confiança durante estas conversas."

A embaixada jordaniana emitiu um comunicado semelhante aos comentários norte-americanos, mas acrescentou que Abdullah também "levou as preocupações da Jordânia sobre as ações unilaterais israelenses em Jerusalém, destacando a necessidade de interromper todas as ações israelenses que visam mudar os fatos existentes."

As relações entre Washington e seu grande aliado Israel foram abaladas nos últimos meses pela política de expansão de assentamentos do Estado judeu em Jerusalém e ao redor da cidade.

Os líderes também discutiram sobre o programa nuclear iraniano. "O presidente Obama ressaltou a importância de esforços internacionais para pressionar o Irã para assegurar que o país cumpra suas obrigações internacionais, incluindo pela imposição de sanções", disse a Casa Branca.

A embaixada jordaniana afirmou que Abdullah pediu que a questão iraniana seja resolvida por "meios diplomáticos".

A Jordânia e outros países árabes estão preocupados sobre o potencial do Irã de desenvolver uma arma nuclear e dar início a uma corrida armamentista no Oriente Médio. Acredita-se que Israel seja o único país com arsenal nuclear da região.

Obama está aproveitando a Cúpula para se reunir com líderes mundiais a favor de novas sanções da ONU contra o Irã. Teerã nega as acusações do Ocidente de que pretende fabricar armas nucleares, e diz que seu programa é para fins pacíficos.

(Reportagem de Matt Spetalnick, Patricia Zengerle e Jeff Mason)

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