Obama defende diálogo e McCain quer pressão sobre Irã

O candidato democrata à Casa Branca Barack Obama defendeu nesta sexta-feira que os Estados Unidos devem manter relações diplomáticas duras e diretas com o Irã, enquanto o republicano John McCain disse que não se pode negociar com quem propõe eliminar Israel.

AFP |

"Devemos manter relações diplomáticas duras e diretas com o Irã", disse Obama, acrescentando que, como presidente, teria o direito de "se encontrar com qualquer um em qualquer lugar e momento que eu escolher se acreditar que isso garantirá a segurança dos Estados Unidos".

McCain rebateu a proposta afirmando que Obama não entende que não se pode sentar em uma mesa com alguém que diz que vai apagar Israel do mapa. "É preciso haver pré-condições para qualquer diálogo.

O senador republicano disse que Obama se reuniria com Mahmoud Ahmadinejad (o presidente iraniano) e faria propaganda de uma pessoa que quer exterminar Israel.

McCain lembrou que um Irã dotado de armamento nuclear representa a ameaça de "um segundo holocausto" contra os judeus e Israel, provocando uma corrida armamentista no Oriente Médio.

Obama disse concordar com McCain de que os Estados Unidos não podem tolerar que Teerã desenvolva armas atômicas, e insistiu na adoção de sanções mais duras contra o programa nuclear iraniano.

"Não podemos permitir um segundo Holocausto", destacou por sua vez o senador republicano, argumentando que outras nações do Oriente Médio poderiam se sentir incentivadas "a adquirir armas nucleares também" caso o Irã levasse adiante seu programa nuclear.

"Poderíamos impor sanções significativas e dolorosas contra os iranianos, e eu acho que isso teria um efeito benéfico" para prevenir isso, continuou.

"Os iranianos têm um péssimo governo, e por isso têm uma economia péssima, apesar de possuírem importantes reservas petrolíferas", afirmou McCain.

"Minha leitura da ameaça iraniana é de que, caso o Irã adquira armas nucleares, passa a representar uma ameaça à existência do Estado de Israel", enfatizou o republicano.

Obama concordou, dizendo temer uma corrida armamentista no Oriente Médio, mas continuou rebatendo as opiniões de seu oponente: "Não concordo com o senador McCain de que seremos capazes de executar o tipo de sanção que precisamos sem alguma cooperação de países como China e Rússia".

jit/ap/LR

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