Washington, 24 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje que sua decisão de autorizar a pesquisa com células-tronco embrionárias foi correta, apesar de ter admitido que travou uma luta interna sobre as questões éticas que cercam o caso.

Em coletiva de imprensa transmitida em horário nobre pela TV americana, a segunda em seus dois meses de mandato, Obama afirmou que "é muito importante" ter "firmes guias morais e éticos no que se refere à pesquisa com células-tronco ou qualquer coisa relacionada com as ciências da vida humana".

Para o chefe de Estado americano, a ordem executiva que assinou no último dia 9, e que suspende a proibição do uso de dinheiro federal na pesquisa com células-tronco embrionárias, "passa pelo teste ético" e "é o correto".

O presidente americano destacou que não tem interesse em causar polêmica, mas lembrou que o consenso entre a comunidade científica é de que a pesquisa com essas células pode contribuir à descoberta de tratamentos contra doenças hoje incuráveis, como diabetes e o mal de Parkinson.

Nesse sentido, Obama expressou sua satisfação por "ver que foram alcançados progressos na pesquisa com células-tronco adultas". "Se a ciência decide que podemos evitar toda uma série de dúvidas éticas ou disputas políticas, ótimo", afirmou.

Segundo Obama, o que não pode ser feito é basear as decisões em "princípios ideológicos muito rígidos".

Seu antecessor na Presidência, George W. Bush, tinha proibido o financiamento público de pesquisas com células-tronco procedentes de embriões, alegando razões morais. EFE mv/rr

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