Obama dá pouca importância às ameaças de assassinato de skinheads

O candidato democrata Barack Obama, favorito nas pesquisas, deu pouca importância nesta terça-feira ao fato de que dois jovens, recentemente detidos, tenham planejado assassiná-lo, e voltou a afirmar que a mudança está chegando aos Estados Unidos diante de 9.000 admiradores que desafiaram a chuva gelada em um comício de campanha em Chester, Pensilvânia.

AFP |

"Esta é uma multildão incrível para este clima", afirmou o senador por Illinois.

"Se no dia da eleição houver essa mesma dedicação, não há como a mudança não chegar aos Estados Unidos", afirmou Obama.

Indagado por uma emissora local se estava preocupado com sua segurança, Obama respondeu: "Tenho comigo os melhores caras do mundo. O serviço secreto".

"Vejam bem, acho que o que chama a atenção nesta campanha é o grau em que esses grupos racistas estão marginalizados. Essa não é a América", afirmou, acrescentando: "Esse não é o nosso futuro".

"Cheguei à conclusão de que as pessoas não se importam de que cor você é. O que elas querem é saber o que você tem a oferecer", explicou.

Já ameaçado anteriormente, o candidato democrata vem sendo objeto de fortes medidas de proteção pelo serviço secreto.

Na véspera, dois jovens neonazistas foram presos no Tennessee (sul dos Estados Unidos) por terem expressado ameaças de morte contra Obama, segundo documentos da justiça dos quais a AFP obteve uma cópia nesta segunda-feira.

De acordo com a confissão judicial, os dois planejavam matar 102 negros e foram detidos em Alamo, na quarta-feira passada, por "ameaças a um candidato à presidência do país, posse ilegal de arma de fogo" e por "complô para roubo de arma".

Daniel Cowart, de 20 anos, e Paul Schlesselman, 18, planejavam assaltar uma loja de armas para matar a tiros 88 negros e decapitar outros 14.

"Pela minha experiência, os números 88 e 14 têm um significado particular dentro do movimento da 'supremacia branca'", assinalou o agente federal Brian Weaks.

"Eles afirmaram que seu ato final de violência seria uma tentativa de matar o candidato à presidência Barack Obama", acrescentou.

Cowart, nascido em Bells, Tennessee, e Schlesselman, do Arkansas, se conheceram pela internet há um mês e compartilham "crenças muito fortes a respeito da 'supremacia branca' e opiniões neonazistas", declarou Weaks perante a corte.

Cowart tinha um rifle e duas pistolas, ambas roubadas de seu avô. Schlesselman possuía uma submetralhadora e um revólver, que admitiu ter pego do pai sem sua permissão.

Os dois jovens planejavam ainda roubar mais um rifle de uma loja de armamento em Jackson, Tennessee, além de cometer uma série de assaltos para financiar seus planos.

A justiça de Memphis informou que, pouco antes de serem presos, Cowart e Schlesselman haviam comprado comida, fios de nylon e óculos de neve. Ele também tentaram arrombar uma casa para roubar, no dia 21 de outubro, mas fugiram ao ver dois carros na garagem e um cachorro.

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