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Obama: Cúpula do G20 é uma virada histórica para economia mundial

As reformas adotadas pela Cúpula do G20 nesta quinta-feira, em Londres, constituem uma virada histórica para a economia mundial em crise, disse o presidente americano, Barack Obama.

AFP |

"Hoje, os líderes mundiais responderam com um conjunto de ações globais e coordenadas sem precedentes" para enfrentar a crise, declarou Obama, destacando que "este foi apenas o começo".

As "atrevidas medidas" adotadas pelo G20 "são necessárias para reativar a economia mundial, mas ainda não sabemos se serão suficientes" para tirar o mundo da crise, advertiu o líder americano.

"Os desafios do G20 não podem ser enfrentados sem uma resposta coletiva (...) e os países devem se unir diante destes desafios" globais.

Obama, que foi a estrela da Cúpula de Londres, estimou que os líderes do G20 obtiveram "grandes progressos" na reunião ao fortalecer o "falido sistema regulatório" do setor financeiro.

O presidente brincou sobre o fato de o sistema econômico mundial não poder mais ser reformado por dois homens "em torno de um brandy", como fizeram em 1944 Franklin Roosevelt e Winston Churchill, na conferência de Bretton Woods, que fundou o novo sistema financeiro mundial de pós-guerra.

"Alguns críticos nos dizem que da última vez, toda a arquitetura do sistema internacional foi refeita. Pois bem, se estavam apenas (o presidente americano) Roosevelt e (o primeiro-ministro britânico) Churchill em uma mesa em torno de um brandy, foi uma negociação mais fácil. Mas este não é o mundo em que vivemos...".

"Isto não é uma perda para os Estados Unidos, é uma constatação, que a Europa está reconstruída e é uma grande potência, que o Japão está reconstruído e é poderoso. A China e a Índia são países que avançam...".

"Isto significa que há milhões de pessoas, bilhões, que saem da pobreza, e a longo prazo isto torna, potencialmente, o mundo mais pacífico".

Obama anunciou que seu país aumentará a ajuda para a agricultura e para a alimentação na América Latina, África e outras regiões vulneráveis do mundo a 1 bilhão de dólares, devido à crise.

Segundo o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, o presidente americano também manifestou sua "vontade" de trabalhar para concluir as negociações sobre a liberalização do comércio mundial.

"O presidente Obama mostrou sua vontade de se comprometer e disse isso claramente", declarou Durão Barroso, referindo-se às negociações lançadas em 2001, em Doha, e que permanecem estancadas.

"É um sinal excelente de que podemos chegar a um acordo este ano, pelo menos essa é minha firme convicção", acrescentou.

Decidiu-se, em Londres, que "durante os próximos encontros internacionais prestemos uma extrema atenção à necessidade de chegar a uma conclusão sobre as negociações de Doha".

ame/LR

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