Obama cumprimenta tropas dos EUA na zona desmilitarizada coreana

"Não poderia estar mais orgulhoso dos senhores", disse Obama para as tropas. Presidente americano fez alerta à Coreia do Norte

EFE |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou neste domingo à zona desmilitarizada entre as duas Coreias para saudar as tropas ali destacadas, no meio de tensões com Pyongyang pela ameaça norte-coreana de lançar um satélite sobre um míssil de longo alcance.

É a primeira visita de Obama, que viajou para a Coreia do Sul em três ocasiões durante seu mandato, à zona desmilitarizada. O presidente chegou ao destacamento de Camp Bonifas acompanhado do embaixador dos EUA em Seul, Sung Kim, onde foi recebido pelo comandante das forças conjuntas na Coreia do Sul, o general James Thurman.

Obama cumprimentou pessoalmente a aproximadamente 50 dos soldados americanos destacados na zona desmilitarizada, aos quais assegurou que se encontram "na fronteira da liberdade". "O contraste entre Coreia do Sul e Coreia do Norte não poderia ser mais abrupto, não poderia ser mais claro", afirmou o líder, que declarou que os soldados destacados na área fazem parte de "uma longa linha" de militares que permitiram a prosperidade da Coreia do Sul. "Não poderia estar mais orgulhoso dos senhores", ressaltou o presidente americano.

Depois da visita, Obama advertiu que a Coreia do Norte não conseguirá nada com ameaças e que se o país concretizar o projeto de lançar um foguete apenas aumentará seu isolamento.

"A Coreia do Norte não conseguirá nada com ameaças ou provocações", declarou Obama durante uma entrevista coletiva conjunta com o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak.

Reuters
Obama visita tropas na Coreia do Sul

O deslocamento para a zona desmilitarizada, o primeiro ato oficial do presidente após sua chegada a Seul para participar da 2ª Cúpula de Segurança Nuclear, acontece no meio de fortes tensões com Pyongyang após a ameaça norte-coreana de lançar no mês que vem um satélite de observação sobre um míssil de longo alcance.

O líder americano abordará também a questão norte-coreana amanhã com o presidente da China, Hu Jintao, e o presidente em fim de mandato russo, Dmitri Medvedev.

A cúpula de Seul, que dá seguimento à realizada em 2010 em Washington por iniciativa do próprio Obama, tem como objetivo buscar a segurança dos materiais e instalações nucleares no mundo todo.

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