Obama critica republicanos que defendem ataque imediato contra Irã

Para líder, os que pedem ação esquecem 'custo da guerra': 'Essas pessoas não têm várias responsabilidades. Não são comandante-chefe'

iG São Paulo |

O presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou nesta terça-feira que a diplomacia ainda pode solucionar a crise sobre o programa nuclear do Irã, suspeito de querer produzir armamento nuclear , e acusou seus críticos republicanos de "bater os tambores da guerra". "Essas pessoas não têm várias responsabilidades", disse ao criticar os pedidos para que lance um ataque contra o país persa . "Eles não são comandante-chefe", afirmou em referência a cargo que ocupa como líder americano.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, gesticula durante coletiva na Casa Branca em Washington
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A tensão com o Irã, e a preferência de Obama pela contenção, dominou sua primeira coletiva do ano, feita no mesmo dia em que os pré-candidatos republicanos disputam a chamada Superterça , quando dez Estados vão às urnas para o processo de escolha do rival do presidente dos EUA nas eleições de dezembro . As declarações também foram dados no dia em que a União Europeia (UE) anunciou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha aceitaram retomar o diálogo com Teerã .

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Obama disse que seus críticos esquecem o "custo da guerra" em sua pressa por punir o Irã e defender Israel, que vê um Irã nuclear como uma ameaça mortal na região do Oriente Médio . Retórico na direita é "mais sobre política do que sobre tentar resolver um problema difícil", declarou. O presidente americano reafirmou que está concentrado em " sanções fortes " já impostas contra o país e na pressão internacional para evitar que a nação persa desenvolva uma arma nuclear.

O líder dos EUA afirmou que em seus encontros privados nesta semana com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, passou a mesma mensagem que seus pronunciamentos públicos, sugerindo que a pressão israelense por uma ação urgente não se baseia em fatos. Segundo ele, uma decisão não será necessariamente tomada nas próximas semanas ou meses.

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Na coletiva, Obama também afirmou que a violência na Síria é de "devastadora", mas não mostrou nenhuma intenção de envolvimento militar no país árabe. Segundo ele, uma ação unilateral dos EUA contra o regime de Bashar al-Assad seria um erro. Ele também rejeitou uma comparação com a Líbia, onde os EUA e aliados intervieram no ano passado .

Síria, disse o presidente dos EUA, é muito mais complicada. A Rússia e a China têm vetado resoluções no Conselho de Segurança para condenar o regime, e o Exército de Assad é muito mais bem equipado e mais poderoso do que a força líbia.

Obama vem resistindo a pedidos para intervir na sangrenta repressão de Assad contra os manifestantes, que deixou mais de 7,5 mil mortos , segundo a ONU. Até agora, a estratégia de Washington e da UE tem sido usar sanções e o isolamento diplomático internacional para pressionar Assad a entregar o poder.

*Com AP

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