Obama critica plano de Bush de reduzir tropas no Iraque

Washington, 9 set (EFE) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje o plano do presidente americano, George W. Bush, de reduzir ligeiramente o número de soldados do país no Iraque, ao considerar que não reforça suficientemente as tropas no Afeganistão.

EFE |

Em declarações feitas hoje em Michigan, onde participa de vários atos eleitorais, Obama afirmou que o plano de Bush, que prevê a retirada de cerca de oito mil soldados do Iraque até fevereiro, e o envio de uma brigada de combate ao Afeganistão, "é insuficiente".

"Não são tropas suficientes, não são recursos suficientes e não há a urgência suficiente", disse o candidato presidencial.

O movimento talibã ganhou força e a rede terrorista Al Qaeda encontrou um novo refúgio.

No entanto, "de acordo com o plano do presidente Bush, seguimos tendo quatro vezes mais soldados no Iraque do que no Afeganistão, e não possuímos um plano exaustivo para fazer frente à atuação da Al Qaeda no noroeste do Paquistão", destacou.

Em discurso perante a Universidade Nacional de Defesa, nos arredores de Washington, Bush anunciou hoje a retirada de oito mil soldados dos cerca de 146 mil desdobrados no Iraque gradualmente até fevereiro.

Além disso, enviará uma brigada de combate adicional ao Afeganistão.

O anúncio de Bush significa que caberá ao vencedor das eleições de 4 de novembro, seja Obama ou o republicano John McCain, tomar uma decisão sobre a possível saída das tropas americanas.

Obama é partidário de retirar os militares americanos em um prazo de 16 meses, enquanto McCain afirma que é preciso escutar a opinião dos comandantes militares, e está disposto a permitir que os soldados permaneçam no Iraque por tempo indeterminado.

Segundo o presidente do Comitê das Forças Armadas da Câmara de Representantes, Ike Skelton, "os planos do presidente para reduzir as tropas no Iraque podem parecer um movimento na direção certa, mas na realidade retarda a redução de forças até a chegada da próxima Administração".

Por sua vez, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, se declarou "atônito" com a decisão de Bush de "repatriar tão poucos soldados do Iraque e enviar tão poucos reforços ao Afeganistão". EFE mv/db

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