Obama crítica erros de montadoras, mas diz que vai ajudá-las

Washington, 7 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, se mostrou hoje muito crítico aos erros de gestão cometidos pela indústria automobilística, mas frisou que não se pode deixá-los cair, pois sustentam milhões de empregos.

EFE |

Em entrevista à rede de TV "NBC", Obama disse que as chamadas "Três Grandes de Detroit", como são conhecidas Ford, General Motors (GM) e Chrysler, "cometeram erros estratégicos de maneira repetitiva".

"Eu fui no passado um duro crítico, porque não souberam se adaptar aos novos mercados e construir carros menores e eficientes", assinalou Obama.

No entanto, reconheceu que essas empresas são "a espinha dorsal da indústria manufatureira do país, empregadores gigantescos, milhões de pessoas dependem delas, direta ou indiretamente".

O presidente eleito se queixou que, apesar da deterioração do setor e da demissão de milhares de pessoas nos últimos anos, os executivos das companhias seguiram com salários altos.

Segundo ele, uma de suas metas quando chegar ao Governo será introduzir uma nova "ética dos negócios", para evitar esse tipo de situação.

As declarações de Obama acontecem no momento em que a indústria atravessa uma grave crise financeira e de vendas, o que levou as "Três Grandes de Detroit" a solicitar ao Congresso ajuda no valor de US$ 34 bilhões. EFE pgp/rr

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