Obama critica ênfase da mídia em protestos por proposta de reforma da saúde

Washington, 14 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje a ênfase da mídia nos recentes protestos durante as assembleias populares organizadas por legisladores democratas para explicar a seus eleitores a reforma médica da Casa Branca.

EFE |

"Vocês sabem como encanta à televisão o alvoroço", disse Obama durante uma assembleia popular no estado de Montana, no meio dos aplausos dos presentes.

Reconheceu que o tema da cobertura médica afeta todo mundo "de forma muito profunda", por isso assinalou que "é normal que este debate seja emocional".

Obama insistiu que as redes de televisão não mostraram as "muitas reuniões construtivas" que estão acontecendo em todo o país.

Deu como exemplo a assembleia popular na qual ele mesmo participou na terça-feira no estado de New Hampshire e à qual milhares de pessoas compareceram.

"Estavam ali para escutar e acho que isso reflete o povo americano muito mais que o que vimos nas televisões nos últimos dias", afirmou.

Durante os últimos dias o congressista democrata do Texas Lloyd Doggett foi vaiado por uma multidão enfurecida, o legislador democrata de Nova York Tim Bishop teve que ser escoltado pela Polícia e o parlamentar da Carolina do Norte Brad Miller recebeu ameaças de morte por não convocar uma assembleia em seu distrito.

Ao grito de "eutanásia", "medicina socializada", "tomada de poder do Governo" e "não, não, não", os opositores tornaram praticamente impossível o diálogo nas assembleias convocadas pelos legisladores de cada estado para explicar o plano a seus eleitores.

Democratas como Doggett sustentam que após os acalorados episódios não há um movimento popular espontâneo, mas uma campanha organizada por políticos e corporações.

"O que eu acho mais ofensivo é a sugestão, por parte da liderança democrata e desta Administração, que há uma espécie de campanha em andamento para conseguir capacidade para estas assembleias populares", disse à Agência Efe o congressista republicano Mike Pence.

A reforma da saúde é a prioridade em política interna do Governo de Obama, que a quer aprovada até o final do ano.

O plano custará cerca de um trilhão de dólares em um período de uma década e procura dar cobertura médica aos cerca de 46 milhões que agora não a têm, assim como diminuir os elevados custos dos seguros particulares. EFE tb/ma

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