Washington, 7 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, repreendeu hoje levemente o procurador-geral Eric Holder por descrever o país como uma nação de covardes quando se trata de falar sobre o tema racial.

"Acho que seria apropriado dizer que, se tivesse assessorado meu procurador-geral, teríamos usado uma linguagem diferente", afirmou Obama em entrevista ao "The New York Times" publicada na edição digital do jornal.

Holder é o primeiro procurador-geral negro dos Estados Unidos.

"Frequentemente, nos sentimos incomodados falando sobre raça até que há algum tipo de explosão ou conflito racial", afirmou Obama, que destacou que, provavelmente, os americanos poderiam ser mais construtivos na hora de abordar o legado da escravidão ou a discriminação.

Holder fez a declaração em fevereiro em discurso aos empregados do Departamento de Justiça, ao mencionar que, apesar de os Estados Unidos serem terem se visto como um exemplo em temas raciais, sempre foi e "continua sendo, de muitas formas, essencialmente uma nação de covardes".

As críticas geraram protestos, sobretudo de grupos conservadores, que mencionaram que um país liderado por um presidente negro, com um procurador-geral negro e pessoas negras nos dois partidos não é uma nação de covardes.

O "New York Times" destacou que Obama hesitou durante cinco segundos quando perguntado sobre se concordava com os comentários de Holder.

"Não creio que falar constantemente sobre a raça resolva as tensões raciais", afirmou.

"Acho que o que resolve as tensões raciais é regular a economia, colocar as pessoas para trabalhar, nos assegurar de que temos cobertura médica e de que todas as crianças estão aprendendo", acrescentou.

"Acho que se fizermos isso, provavelmente teremos conversas mais frutíferas", concluiu. EFE tb/db

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