Obama critica Bush e McCain em questões de política externa

Washington, 16 mar (EFE).- O aspirante democrata à Casa Branca Barack Obama, que se distância de sua rival Hillary Clinton em número de delegados rumo à convenção do partido, tentou hoje projetar uma imagem presidencial com um duro ataque contra George W.

EFE |

Bush em política externa.

Em um comício em Dakota do Sul, onde serão realizadas primárias no dia 3 de junho, Obama acusou Bush de ter fortalecido inimigos dos Estados Unidos como Irã, ou o grupo radical palestino Hamas, com suas "políticas fracassadas".

Obama envolveu-se em uma polêmica com Bush e o candidato presidencial republicano, John McCain, depois que o presidente americano, em discurso perante o Parlamento israelense, comparou os que propõem o diálogo com o Irã com que os que tentavam a conciliação com o regime nazista, antes da Segunda Guerra Mundial.

A Casa Branca declarou que esses comentários, feitos na quinta-feira, não estavam dirigidos especificamente ao aspirante democrata.

No entanto, segundo Obama, que defende contatos diretos com Governos hostis aos EUA como o de Teerã, as palavras de Bush representam "exatamente o tipo de ataque deplorável que dividiu os EUA" e os afasta do resto do mundo.

Obama também dirigiu duras palavras a McCain, contrário ao diálogo com essas nações, ao assegurar que o candidato republicano guarda "a crença ingênua e irresponsável de que algumas palavras duras de Washington convencerão o Irã de que deve abandonar seu programa nuclear e seu apoio ao terrorismo".

O senador por Illinois desafiou Bush e McCain a realizar um debate sobre política externa, garantindo que seria capaz de ganhá-lo.

Outros representantes democratas, por sua parte, acusaram o republicano de aplicar dois pesos e duas medidas, depois da divulgação de uma entrevista na qual se declarava a favor do diálogo com o Hamas.

A campanha de McCain explicou que seu candidato "sempre achou que um diálogo sério exigiria algumas condições, e necessitaria que o Hamas realizasse várias mudanças".

Faltando apenas cinco primárias - Kentucky, Oregon, Porto Rico, Dakota do Sul e Montana -, os republicanos vêem Obama cada vez mais como o candidato ao qual terão que enfrentar nas eleições de 4 de novembro.

Obama conta com uma vantagem de 1.904 delegados frente aos 1.717 de Hillary, segundo a rede de televisão "CNN". No total, são necessários 2.025 para conseguir a candidatura democrata na Convenção de Denver (Colorado), que será realizada em agosto. EFE mv/fb

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