Obama cria equipe para a gestão do tema Oriente Médio

O futuro presidente americano Barack Obama disse que está organizando uma equipe especial para administrar o conflito no Oriente Médio como um todo, depois que assumir o poder, dia 20 de janeiro, em entrevista transmitida neste domingo pelo canal de televisão ABC News.

AFP |


"O que estou fazendo agora é organizar uma equipe para que dia 20 de janeiro tenhamos o melhor pessoal, que se dedique imediatamente ao processo de paz no Oriente Médio como um todo", afirmou Obama.

"A equipe se relacionará com todos os atores no local. Isto servirá para abordar o tema de forma a garantir que tanto os israelenses como os palestinos podem alcançar suas aspirações", acrescentou.

Obama repetiu que até lá deixará que a administração de George W. Bush leve adiante a política externa dos Estados Unidos.

Além disso, declarou que haverá certa continuidade na política americana para o Oriente Médio.

"Acredito que se vocês olharem não somente para a administração Bush, como também para o que aconteceu durante a administração (Bill) Clinton, verão as linhas gerais de um enfoque", continuou.

Obama destacou o conselho que recebeu do vice-presidente Dick Cheney semana passada no sentido de que sua equipe deve estudar cuidadosamente a política de governo atual antes de descartá-la.

"Acho que foi um conselho bastante bom", analisou o presidente eleito. "Devo saber o que está acontecendo antes de fazer julgamentos e não devo fazer julgamentos baseados em informação incompleta ou retórica", acrescentou.

Durante o governo Bush, os Estados Unidos foram acusados pelos palestinos de se posicionarem a favor de Israel, deixando de priorizar o processo de paz.

Obama se ateve às suas palavras pronunciadas em julho durante uma visita a Israel: "Se alguém dispara foguetes contra minha casa, onde dormem minhas duas filhas, farei qualquer coisa que puder para detê-lo. Eu diria que os israelenses vão fazer o mesmo", disse.

Interrogado pelo canal ABC sobre se repetiria agora estas mesmas observações, respondeu: "Creio que é um princípio básico de qualquer país defender seus cidadãos".

Na mesma entrevista, Obama afirmou que não acredita que poderá cumprir sua promessa de campanha de fechar a prisão da base de Guantánamo (Cuba) em seus primeiros 100 dias de governo, embora reiterou sua intenção de fazê-lo em algum momento.

"É muito mais difícil do que muita gente acredita", declarou Obama em entrevista emitida neste domingo pelo canal ABC, interrogado sobre sua promessa de fechar a prisão, onde estão cerca de 250 suspeitos de terrorismo, a maioria sem julgamento, acusação nem acesso a advogados.

Obama também admitiu que não descarta a possibilidade de abrir processos contra funcionários do governo de George W. Bush por violações dos direitos humanos cometidas no desempenho de seus cargos.

"Ainda estamos avaliando como atuaremos com relação à questão dos interrogatórios daqui em diante", disse Obama.

"Obviamente examinaremos as práticas passadas e não acreditamos que ninguém esteja acima da lei", acrescentou.

Leia também

Vídeos

Opinião


    Leia tudo sobre: euafaixa de gazagazaisraelobamaoriente médio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG