Obama conversa com Abbas, promete apoio a Israel e alerta para a ameaça do Irã

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira seu apoio a Israel, afirmando que um Irã dotado de armas atômicas constituiria uma grave ameaça para o mundo.

AFP |

Em sua visita à cidade de Sderot, no sul de Israel, Obama insistiu que o mundo precisa impedir o Irã de desenvolver a bomba nuclear.

"Um Irã nuclear seria uma grave ameaça, e o mundo precisa impedir o Irã de obter a arma nuclear", declarou Obama durante uma entrevista coletiva em Sderot, uma cidade constantemente atingida por foguetes palestinos.

"Eu dou meu apoio total à segurança de Israel", afirmou Obama, que discursava diante de um amontoado de destroços de foguetes disparados contra Sderot e seus arredores a partir da Faixa de Gaza.

"Um Irã nuclear afeta o equilíbrio no mundo inteiro, e não apenas no Oriente Médio. Trata-se da mais importante das ameaças, tanto para Israel como para os Estados Unidos. É um assunto sobre o qual ainda vamos trabalhar muito", prosseguiu o candidato à eleição presidencial americana.

Ele também criticou os "ataques terroristas hediondos" contra Israel, o "rearmamento do Hezbollah", e o regime de Teerã que "patrocina o terrorismo".

Obama apoiou Israel em sua recusa de negociar diretamente com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.

"É difícil para Israel negociar com um movimento que não lhe reconhece nem o direito de existir", afirmou Obama, que se expressava a poucos quilômetros da fronteira com a Faixa de Gaza.

"É complicado negociar com um grupo que não representa uma nação", acrescentou.

O senador de Illinois também reafirmou que Jerusalém é a capital de Israel.

"Não mudei minha posição. Continuo afirmando que Jerusalém será a captial de Israel. Disse isso no passado, e repito isso hoje. Porém, também disse que se trata de uma questão vinculada ao estatuto final" dos terroristas palestinos dentro de um acordo de paz, declarou.

Os palestinos querem transformar Jerusalém na capital de seu futuro Estado, mas a parte oriental da cidade foi anexada por Israel em 1967.

Em junho, o candidato democrata havia suscitado a indignação dos palestinos ao qualificar Jerusalém de capital indivisível de Israel. Desde então, sua equipe de campanha vem tentando suavizar esta declaração.

"Ele disse que Jerusalém deve ser um dos pontos do estatuto final negociado pelas duas partes, que Jerusalém continuará sendo a capital de Israel mas que ela não deve ser dividida por arame farpado e pontos de passagem", declarou terça-feira um conselheiro de Obama.

Sobre o processo de paz, Obama considerou que existe uma "janela de oportunidade" e afirmou que se envolverá imediatamente se for eleito.

"Se for eleito, não esperarei alguns anos de meu mandato ou de meu segundo mandato para fazer avançar o processo. Penso que existe atualmente uma janela de oportunidade que temos que explorar", afirmou o senador durante a coletiva.

"O Estado de Israel enfrenta inimigos determinados que buscam sua destruição, mas também conta com um amigo e um aliado, os Estados Unidos, que estarão sempre ao seu lado", finalizou o candidato democrata.

Mais cedo, Obama afirmou que deseja ser um ator importante no processo de paz se for eleito presidente, durante um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Ao chegar a Ramallah, na Cisjordânia, proveniente de Jerusalém, onde visitou o memorial Yad Vashem dedicado às vítimas da Shoah, Obama teve uma reunião de uma hora na Muqataa, o quartel-general da Autoridade Palestina.

"Ele afirmou que deseja uma solução pacífica para o conflito israelense-palestino e será um ator importante no processo de paz desde os primeiros dias de sua presidência", informou Saëb Erakat, um dos principais negociadores palestinos.

Ao final da reunião com Mahmud Abbas, Obama não deu nenhuma declaração e foi imediatamente para Sdérot.

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