Obama continua avançando, e opções de Hillary esgotam-se nos EUA

WASHINGTON - Depois de um difícil período de seis semanas marcado por gafes, polêmicas e um maior envolvimento da opinião pública, o pré-candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama parece mais forte do que nunca - e sua rival no Partido Democrata, Hillary Clinton, está ficando sem opções para mudar o rumo da disputa.

Reuters |

Obama ampliou sua liderança sobre Hillary em várias pesquisas nacionais de intenção de voto e tirou eleitores da adversária antes das próximas prévias democratas, marcadas para acontecer na terça-feira, na Pensilvânia, e isso apesar do furor provocado pelas declarações dele a respeito dos moradores de pequenas cidades dos EUA e dos comentários exaltados feitos pelo ex-pastor do pré-candidato.

A imagem de Hillary parece ter sofrido mais devido a um relato distorcido, feito por ela mesmo, sobre ter sido alvo de franco-atiradores quando visitou a Bósnia, em 1996.

Uma pesquisa do jornal The Washington Post publicada nesta semana descobriu que mais norte-americanos a viam de forma negativa do que em qualquer outro momento desde que surgiu aos olhos do público, em 1992.

'Esse não tem sido um período agradável para Obama. Ele teve problemas. Mas é a imagem de Hillary que está piorando', disse Phil Noble, chefe do grupo Novos Democratas da Carolina do Sul e partidário de Obama.

O pré-candidato possui uma vantagem quase insuperável sobre sua adversária em número de delegados eleitos para a convenção democrata de agosto e no número total de votos recebidos nos primeiros três meses das prévias.

Hillary espera vencer com folga na Pensilvânia e, assim, dar início a um desempenho promissor nas nove disputas restantes, um desempenho capaz de mudar a cara da corrida e dar-lhe novos argumentos para defender que sua candidatura é a mais forte para enfrentar o candidato do Partido Republicano, John McCain.

Mas pesquisas de opinião mostram que Obama conseguiu diminuir a vantagem de Hillary na Pensilvânia, antes de dois dígitos e agora de um dígito apenas.

Uma pesquisa do instituto Zogby divulgada na sexta-feira concedeu à pré-candidata uma liderança de 4 pontos percentuais, uma pesquisa do Rasmussen, de 3 pontos, e uma do Los Angeles Times divulgada no começo da semana, de 5.

Uma vitória apertada de Hillary provavelmente bastaria para mantê-la na corrida, mas não evitaria uma nova rodada de apelos vinda dos democratas para que desistisse de sua candidatura a fim de permitir que Obama se concentrasse em McCain.

Vantagem de Obama aumenta

O pré-candidato ampliou sua vantagem nacional em várias pesquisas. Uma enquete da Reuters/Zogby divulgada no começo da semana colocou em 13 pontos sua liderança, e uma pesquisa diária realizada pelo instituto Gallup a avaliou em 7 pontos (uma queda em relação aos 11 pontos do começo da semana).

Obama continua a receber cada vez mais adesões dos superdelegados, os quase 800 membros do Partido Democrata que tem a liberdade de votar em qualquer um dos dois pré-candidatos na convenção da legenda e que devem decidir a corrida.

'Parece improvável que Hillary tenha o poder de mudar a dinâmica da corrida', afirmou Simon Rosenberg, chefe do grupo democrata NDN.

Segundo Rosenberg, não era mais possível conceber um cenário no qual Hillary conquistaria a vaga do partido.

'Obama conquistou mais delegados, venceu em mais Estados, arrecadou mais dinheiro e possui uma organização melhor. Todos os parâmetros disponíveis para avaliar a corrida mostram que ele está ganhando e que ela está perdendo', disse.

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