Obama consolida equipe e avança em plano econômico

Por Jeff Mason CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, dá na quarta-feira mais um passo no sentido de demonstrar que sua futura equipe está disposta a encarar os problemas econômicos globais.

Reuters |

Em sua terceira entrevista coletiva da semana, a partir das 13h45 (hora de Brasília), Obama fará um "anúncio econômico", segundo seu gabinete de transição. Na segunda-feira, ele divulgou seus indicados para os importantes cargos de secretário do Tesouro e diretor do Conselho Econômico Nacional. Na terça, revelou suas escolhas para cargos orçamentários.

De acordo com o Wall Street Journal, Obama vai nomear também o ex-presidente do Fed Paul Volcker para presidir uma nova comissão consultiva que terá a tarefa de estabilizar o mercado financeiro e tirar o país da recessão.

Citando fontes democratas, o jornal noticiou em seu site que o economista da Universidade de Chicago e consultor de Obama Austan Goolsbee será o chefe de equipe da comissão, que não substituirá as atribuições do Tesouro, mas dará ao presidente consultoria especializada fora dos canais burocráticos.

Obama, que toma posse em 20 de janeiro no lugar de George W. Bush, já parece estar assumindo as rédeas, pois o mercado cada vez mais presta atenção no futuro líder, e não no atual ocupante da Casa Branca.

Além das nomeações econômicas, Obama também está perto de concluir a sua equipe de segurança nacional. A imprensa diz que o republicano Robert Gates será mantido no Departamento de Defesa, e que o general da reserva dos Fuzileiros Navais James Jones será o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca.

Essas indicações --junto com a de Hillary Clinton como secretária de Estado-- devem ser confirmadas no começo da semana que vem, depois do feriado do Dia de Ação de Graças (dia 27).

Por enquanto, Obama volta seu foco para a economia, prometendo um vultoso pacote de estímulo, para o qual ele pediu uma rápida aprovação ao futuro Congresso.

Na terça-feira, ele prometeu cortar bilhões de dólares em dispendiosos programas públicos.

Mas há dúvidas sobre ambas as metas. Obama não quis citar cifras para o pacote de estímulo --outros democratas estimam algo como centenas de bilhões de dólares-- nem especificou programas federais a serem cortados.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG