Obama consegue triunfo histórico com aprovação de sua reforma da saúde

Washington, 21 mar (EFE).- A Câmara de Representantes (Deputados) aprovou neste domingo a reforma do sistema de saúde nos Estados Unidos, um triunfo histórico do presidente Barack Obama e da maioria democrata no Congresso.

EFE |

A Câmara se pronunciou com 220 votos a favor e 211 contra um projeto de lei que completa a medida, após ter aprovado 30 minutos antes, por 219 votos a favor e 212 contra, um primeiro projeto de lei que continha o grosso da reforma.

Este segundo projeto de lei passará agora ao Senado, que se comprometeu a vê-lo nos próximos dias e poderia votá-lo no final desta semana.

"A medida foi aprovada", anunciou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, enquanto os congressistas democratas irrompiam em aplausos.

Todos os congressistas republicanos na Câmara, 178, e 34 democratas, se pronunciaram contra a medida.

Para proceder a esta votação, os congressistas tiveram que rejeitar uma moção de procedimento apresentada na última hora pela oposição republicana, que introduzia uma emenda sobre o aborto, um dos assuntos que mais tinha complicado os líderes da maioria democrata para conseguir os votos necessários para a aprovação.

Segundo explicou o porta-voz presidencial, Robert Gibbs, Obama, que deve pronunciar uma declaração na Sala Leste, acompanhou a votação do salão Roosevelt da Casa Branca, em companhia de cerca de 40 funcionários.

Quando a reforma foi aprovada houve "vivas e aplausos" e "abraços generalizados", enquanto Obama cumprimentava seu chefe de Gabinete, Rahm Emanuel, segundo Gibbs.

Horas antes, os democratas tinham conseguido uma primeira vitória na votação sobre a reforma sanitária, ao aprovar um procedimento por 224 votos a favor frente a 206 contra.

Do lado de fora do Capitólio, manifestantes contra a reforma presentes ao longo do dia todo pediam para "jogar no lixo" a medida.

Os democratas asseguraram os 216 votos necessários para aprovar a reforma depois que o líder de um grupo de congressistas antiaborto que se opunham à medida, Bart Stupak, anunciou que tinha chegado a um acordo de última hora com a Casa Branca e os líderes de seu partido.

Stupak reivindicava garantias de que a reforma não permitiria o uso de fundos federais para a prática de abortos.

Este congressista se ergueu para defender a medida e pedir o "não" à emenda republicana contra o aborto, uma iniciativa que lhe valeu um grito de "assassino de bebês" proferido por um dos legisladores presentes na sala.

Mediante o acordo anunciado hoje, o presidente Barack Obama emitirá uma ordem executiva que deixará claro que não se poderão usar esses fundos para as interrupções voluntárias da gravidez, salvo casos extremos.

A medida procura dar cobertura de saúde a cerca de 30 milhões de americanos que atualmente carecem dela.

Entre outros aspectos, a reforma proibirá às seguradoras rejeitar dar cobertura a pessoas que já sofrem de alguma doença e tornará obrigatório para a maioria da população contar com um seguro médico.

EFE mv/ma

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