Obama consegue mais apoio no Partido Democrata e promete mudar política americana

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama prometeu neste sábado ao povo americano a ruptura das formas tradicionais de fazer política, no momento em que conquista mais superdelegados.

AFP |

Desde sua convincente vitória na Carolina do Norte e o resultado equilibrado em Indiana, na terça-feira passada, Obama conquistou mais 12 superdelegados, que serão fundamentais na disputa contra a senadora Hillary Clinton.

Apenas nas últimas 24 horas, Obama recebeu o apoio de sete superdelegados.

Faltando somente as primárias de seis estados, os especialistas prevêem que Obama receberá agora cada vez mais adesões de superdelegados.

O ex-pré-candidato democrata John Edwards, que não manifestou diretamente seu apoio a Obama, disse na véspera que é preciso "assumir" que o senador negro foi o "escolhido" para ser o candidato do partido à Casa Branca.

Edwards destacou que Obama tem hoje mais condição de derrotar o candidato republicano, John McCain, na eleição de novembro próximo.

Apesar da boa campanha de Hillary Clinton, "o problema são os números", disse Edwards, em referência aos 2.025 delegados necessários para se garantir a indicação.

Hillary, que tem menos delegados que Obama, ainda conta com maior apoio dos superdelegados, cujos votos são decisivos, mas esta tendência está claramente mudando.

Segundo o site independente RealClearPolitics.com, na quinta-feira passada Obama tinha 1.854 delegados, contra 1.696 para Clinton. Entre os superdelegados, a senadora teria 272 votos, o que deixaria 250 votos em aberto.

Entre os sete superdelegados que anunciaram seu apoio a Obama na véspera, um abandonou Hillary Clinton, o representante por Nova Jersey Donald Payne.

Outros dois membros do Congresso, os representantes Peter DeFazio, do Oregon, e Mazie Hirono, do Havaí, manifestaram seu apoio ao senador, que também recebeu o amparo de Ed Espinoza, membro do Comitê Nacional Democrata, Wilber Lee Jeffcoat, vice-presidente do partido na Carolina do Sul, e Laurie Weahkee, líder da Aliança de Eleitores Nativos Americanos.

Para reforçar este "sprint", Obama recebeu ainda o apoio da Federação de Funcionários Públicos, que tem cerca de 600.000 afiliados, e de seu presidente, John Gage, um superdelegado.

ksh/LR

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