Obama conquista importante vitória na Pensilvânia

Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama e o republicano John McCain garantiram vitórias esperadas em vários Estados nesta terça-feira, mas Obama obteve uma importante vitória na corrida pela Casa Branca ao vencer no Estado de Pensilvânia.

Reuters |

McCain tinha esperanças de vencer no Estado da Pensilvânia, que nas últimas quatro eleições apoiou os candidatos democratas, mas as redes de televisão dão liderança a Obama.

A perda deixa McCain com pouca margem de erro em sua luta pelos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para assumir a Casa Branca. Ele precisa ganhar quase todos os demais estados indefinidos, que foram arrematados na eleição pelo presidente George W. Bush em 2004.

Os eleitores enfrentaram longas filas em muitos Estados decisivos como a Pensilvânia, Ohio e a Virgínia, porém não foram registrados problemas ou irregularidades graves em meio a previsões de que 130 milhões de norte-americanos votariam para escolher o sucessor do impopular presidente George W. Bush, membro do Partido Republicano.

McCain e Obama travavam uma equilibrada batalha em Ohio, Flórida, Virgínia, Carolina do Norte e Indiana, com as urnas fechadas em mais de metade dos Estados Unidos.

Com cerca de 6,5 milhões de votos apurados no país, Obama está vencendo com uma pequena margem.

Obama, de 47 anos, senador em primeiro mandato por Illinois, pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA. As pesquisas indicam que ele deve superar McCain em Estados suficientes para alcançar mais de metade dos 538 votos do Colégio Eleitoral. Pelo sistema norte-americano, o vencedor em um Estado leva todos os seus delegados para o Colégio Eleitoral.

Uma vitória republicana tornaria o senador McCain, de 72 anos, o mais velho presidente norte-americano em primeiro mandato e faria de sua companheira de chapa, Sarah Palin, a primeira mulher vice-presidente do país.

O vencedor desta terça-feira terá vários desafios nos próximos quatro anos, incluindo em questões como recuperação econômica, as guerras do Afeganistão e do Iraque e a reforma saúde pública, entre outros.

Após uma campanha dominada pelo debate sobre a crise econômica, as pesquisas de opinião mostram que seis entre 10 eleitores apontam a economia como o principal tema.

Obama assumiu a dianteira da disputa no mês passado depois de três debates e após o aprofundamento da crise financeira.

Pesquisas de opinião mostraram que Obama está à frente ou empatado com McCain em pelo menos oito Estados em que Bush venceu em 2004, incluindo Ohio e a Flórida. Obama lidera confortavelmente em todos os Estados dos quais o democrata John Kerry saiu vencedor em 2004.

As urnas começaram a fechar em partes de Indiana e Kentucky às 18h (21h em Brasília), e a votação vai gradualmente se encerrando nas seis horas seguintes em todos os 50 Estados dos EUA e no Distrito de Columbia.

A disputa vem sendo observada de perto no mundo todo, incluindo no Quênia, onde, no vilarejo do já falecido pai de Obama, Kogelo, pessoas oravam pela candidatura do democrata e pela avó materna dele, que morreu no Havaí, nesta semana.

Nas últimas horas de busca por votos, os dois candidatos martelaram os temas das suas campanhas. Obama acusou McCain de representar um terceiro mandato de Bush e de estar perigosamente alheio aos problemas econômicos.

Também é esperado que os democratas aumentem sua maioria em ambas as Casas do Congresso. Eles precisam ganhar mais nove cadeiras no Senado para formar uma bancada majoritária de 60 membros, o que lhes daria a força necessária para barrar as manobras procedimentais dos republicanos.

Isso aumentaria a pressão para que os democratas cumpram promessas de campanha como encerrar a guerra no Iraque, eliminar os cortes de impostos concedidos por Bush aos mais ricos e reformar o sistema de saúde pública.

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