Obama confirma ex-chefe de gabinete de Clinton para CIA

Por Randall Mikkelsen WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou dois profissionais de fora da área de inteligência para chefiar as principais agências de inteligência do país e ter um papel importante na restauração do que chamou de imagem manchada dos EUA no exterior.

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Obama nomeou Leon Panetta, chefe de gabinete da Casa Branca do ex-presidente Bill Clinton, como diretor da CIA e o almirante reformado Dennis Blair para inspecionar todas as agências de espionagem dos EUA como diretor da inteligência nacional.

Ele também nomeou o veterano da CIA John Brennan como conselheiro para contraterrorismo na Casa Branca.

Panetta e Blair não vêm dos quadros das agências de inteligência. A nomeação deles reflete a determinação de Obama em recuperar a reputação dos EUA, desgastada pelo tratamento abusivo conferido a suspeitos de terrorismo e pelos grampos dos telefonemas de norte-americanos no exterior.

"Para estarmos realmente seguros precisamos nos aferrar a nossos valores da mesma forma como protegemos a nossa segurança, sem exceção", disse Obama ao anunciar suas escolhas.

Obama afirmou esta semana que sua equipe de inteligência romperia com práticas "que mancharam a imagem das agências, assim como a política exterior dos EUA".

Ambas as nomeações foram alvos de crítica, mas não há sinais de que alguma delas vá enfrentar sérias ameaças.

A presidente do comitê de inteligência do Senado, Diane Feinstein, da Califórnia, cujo conselho avaliará as indicações, disse nesta semana que a CIA estaria em melhores mãos com um "profissional da área de inteligência".

Alguns defensores dos direitos humanos dizem que Dennis Blair esteve muito próximo dos militares da Indonésia durante os anos em que foi comandante no Pacífico, quando o país era acusado de violar os direitos humanos no Timor Leste.

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