Obama confirma apoio a Zelaya e pede respeito à democracia em Honduras

CIDADE DO MÉXICO - O presidente americano Barack Obama reafirmou nesta segunda-feira o apoio dos Estados Unidos ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, após a cúpula norte-americana de Guadalajara, no México.

Redação com agências internacionais |

"O presidente Zelaya segue sendo o presidente democraticamente eleito e, por consideração ao povo de Honduras, a ordem democrática e constitucional deve ser restabelecida", declarou Obama à imprensa, destacando que Estados Unidos, México e Canadá "estão unidos" nesta resolução comun.

Zelaya foi derrubado em 28 de junho por um golpe de Estado que levou ao poder o ex-presidente do Congresso, Roberto Micheletti.

Obama sempre expressou apoio a Zelaya, que considera "o presidente legítimo" de Honduras. No entanto, segundo o dirigente deposto e seus aliados da esquerda latino-americana, como o presidente venezuelano Hugo Chávez, o golpe de Estado foi instigado por "falcões" do antigo governo americano.

Cúpula no México

Barack Obama, presidente dos EUA, Felipe Calderón, presidente do México, e Stephen Harper, premiê do Canadá, se reuniram nesta segunda-feira para apresentar uma frente unida no combate à "gripe suína" ( rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS ), mas o consenso não é o mesmo no que tange às questões comerciais.


Harper, Calderón e Obama se reuniram nesta segunda-feira no México / AP

Depois da sua sessão de trabalho, os "três amigos", como às vezes são chamados, divulgaram um comunicado conjunto salientando seu compromisso para limitar ao máximo o recrudescimento da epidemia de "gripe suína", previsto para ocorrer nos próximos meses, com a chegada do inverno no Hemisfério Norte.

Uma fonte do governo Obama disse que o objetivo é conscientizar as populações dos três países sobre as medidas necessárias para mitigar a difusão do vírus, que aparentemente surgiu neste ano no México.

Obama e Calderón também conversaram sobre a guerra entre quadrilhas mexicanas do narcotráfico. O México se queixa de que a chamada "Iniciativa Mérida", que resultariam em US$ 1,4 bilhão em equipamentos e treinamentos dos EUA para o combate ao tráfico, está demorando muito para se materializar, em parte devido a preocupações de Washington com a situação dos direitos humanos no país vizinho.

* Com AFP e Reuters

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