Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - O presidente Barack Obama condenou duramente a repressão do Irã aos manifestantes que protestam contra o governo e disse na terça-feira ainda estar otimista sobre as perspectivas no Congresso para uma reestruturação do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Ao iniciar a sua quarta entrevista coletiva desde que assumiu o poder, Obama disse que os Estados Unidos não estão interferindo nos protestos contra a eleição do Irã que está sendo contestada.

"Mas também precisamos testemunhar a coragem e a dignidade do povo iraniano e a abertura notável dentro da sociedade iraniana. E nós condenamos a violência contra civis inocentes onde quer que isso ocorra", afirmou ele.

A entrevista coletiva aconteceu após duras críticas dos republicanos a Obama (democrata), segundo as quais ele estaria dando um apoio muito tímido aos protestos contra o governo no Irã.

Ao longo do fim de semana, Obama intensificou suas críticas ao governo iraniano por reprimir os protestos, embora tenha buscado evitar uma aparência de intromissão.

A entrevista também ocorreu quando Obama enfrenta preocupações crescentes com relação aos custos - de ao menos 1 trilhão de dólares e possivelmente muito mais - do seu plano de reforma da saúde.

"(Essa legislação) não vai se somar a nossos déficits ao longo da próxima década. Nós obteremos o dinheiro por meio da poupança e da eficiência dentro do sistema de saúde pública", afirmou ele.

A sessão com os repórteres ocorreu em meio a uma onda de novas pesquisas de opinião indicando uma satisfação decrescente com a política de Obama e preocupações sobre a dívida federal crescente, embora pessoalmente o presidente permaneça popular.

Uma pesquisa recém-divulgada da Washington Post/ABC News mostrou que apenas cerca da metade dos norte-americanos acredita que o pacote de estímulos de 787 bilhões de dólares irá impulsionar a economia e nove em cada 10 norte-americanos estão ao menos um pouco preocupados com o tamanho do déficit.

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