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Obama condena ações injustas do Irã contra manifestantes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta terça-feira o que chamou de ações injustas do governo iraniano para reprimir as manifestações contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad nas eleições do último dia 12. Os Estados Unidos e a comunidade internacional estão estarrecidos e ultrajados pelas ameaças, espancamentos e prisões dos últimos dias, afirmou Obama em uma entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington.

BBC Brasil |

"Condeno veementemente essas ações injustas e me junto ao povo americano no luto por cada vida inocente perdida."
O presidente americano acrescentou que os Estados Unidos "respeitam a soberania da República Islâmica do Irã, e não estão interferindo nos assuntos iranianos".

"Mas nós também temos que testemunhar a coragem e a dignidade do povo iraniano, e também a extraordinária abertura dentro da sociedade iraniana", afirmou. "E deploramos a violência contra civis inocentes, onde quer que seja."
Nos últimos dez dias, desde o anúncio da reeleição de Ahmadinejad, partidários da oposição têm entrado em choque com a polícia nas ruas da capital Teerã. A repressão contra as manifestações no país deixou pelo menos 17 mortos até agora.

'Bode expiatório'
Obama afirmou que o povo iraniano está tentando "estabelecer um debate a respeito de seu futuro". "Alguns no governo iraniano, em particular, querem evitar esse debate ao acusar os Estados Unidos e outros países ocidentais de instigar os protestos", disse o presidente americano.

"Essas acusações são claramente falsas. São uma tentativa óbvia de desviar a atenção das pessoas do que está realmente acontecendo dentro das fronteiras iranianas", acrescentou Obama. "Essa estratégia de usar velhas tensões e outros países como bode expiatório não vai mais funcionar no Irã."
"Não se trata dos Estados Unidos e do Ocidente", completou. "Trata-se do povo do Irã e do futuro que eles, e apenas eles, vão escolher."
O presidente americano também afirmou que o povo iraniano tem "o direito universal à reunião e à liberdade de expressão" e criticou a repressão a jornalistas estrangeiros no país.

"Em 2009, não há mão de ferro forte o bastante para impedir que o mundo testemunhe a busca pacífica pela justiça", disse Obama. "Apesar dos esforços do governo iraniano para expulsar jornalistas e se isolar, imagens fortes e palavras penetrantes chegaram até nós por meio de telefones celulares e computadores, então estamos vendo o que o povo iraniano está fazendo."
O chefe de Estado americano afirmou que seu governo está analisando a reação do governo do Irã aos protestos atentamente, antes de decidir se mantém os esforços para tentar o diálogo com Teerã.

"Vamos monitorar e ver como isso vai se desenvolver antes de tomar qualquer decisão sobre como devemos proceder", declarou Obama. "Mas, apenas para reiterar, existe um caminho aberto para o Irã, em que a soberania deles é respeitada, suas tradições, sua cultura, sua fé é respeitada, mas é um caminho em que eles fazem parte de uma comunidade maior, que tem responsabilidades e opera de acordo com as normas e leis internacionais."

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