Obama conclui gabinete após resgate a montadoras

Por Caren Bohan CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou na sexta-feira uma promessa e uma ameaça às indústrias automobilísticas, ao dizer que espera criar mais empregos no setor, desde que as empresas não desperdicem a oportunidade de fazer reformas.

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Falando depois de o governo de George W. Bush oferecer 17,4 bilhões de dólares em empréstimos emergenciais às chamadas "Três Grandes" de Detroit (GM, Ford e Chrysler), Obama disse que vai trabalhar com os executivos e os sindicatos dos setor para reconstruí-lo.

"Só quero garantir que, quando vejamos o pacote final de reestruturação, não sejam só os trabalhadores que arquem com o ônus. Todos os envolvidos terão de ter uma parte no processo."

"Minha principal prioridade neste governo é criar 2,5 milhões de novos empregos, e quero que alguns desses empregos sejam no setor automobilístico", afirmou Obama a jornalistas.

Ele não disse se e quais mudanças faria no plano de resgate do setor anunciado pela Casa Branca, ou se aceitará a pressão dos sindicatos do setor para remover condições supostamente "injustas" do plano de Bush, cujo mandato vai até 20 de janeiro.

GABINETE COMPLETO

Obama terminou de indicar os nomes do seu gabinete, com a escolha da deputada Hilda Solis para a pasta do Trabalho, e do deputado Ray LaHood para o Departamento de Transportes - LaHood será o segundo republicano do gabinete.

Ron Kik, ex-prefeito de Dallas, foi nomeado representante comercial dos EUA.

Desde 4 de novembro, quando foi eleito, Obama já indicou os principais nomes que comporão o futuro governo. Eles incluem Hillary Clinton (Departamento de Estado), Robert Gates (mantido na pasta da Defesa), Timothy Geithner (Tesouro) e Lawrence Summers (direção do Conselho Econômico Nacional).

No sábado, o presidente-eleito embarca com a família de férias para o Havaí.

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