Obama completa 50 dias na Casa Branca com o foco na economia

(corrige título) Washington, 10 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, completou hoje 50 dias na Casa Branca, nos quais o assunto que mais tirou seu sono foi a crise econômica e durante os quais adotou uma série de medidas que cancelam algumas das políticas mais destacadas de seu antecessor, George W.

EFE |

Bush.

Obama chegou à Presidência impulsionado por um fervor popular com poucos precedentes - dois milhões de pessoas assistiram à sua posse- e acompanhado de uma lista enorme, e pouco invejável, de pendências.

A principal preocupação é com a economia. Os Estados Unidos atravessam sua pior crise desde a Grande Depressão, e os mercados caíram 18% desde a chegada do líder à Casa Branca.

Obama comemorou hoje o 50º dia na Casa Branca com a apresentação de um plano para a melhora da educação, um dos aspectos que considera crucial para manter a competitividade dos Estados Unidos no mundo.

Na semana passada, o presidente já tinha anunciado uma reforma no sistema de saúde, que, atualmente, deixa 46 milhões de pessoas sem cobertura médica.

Em suas sete semanas de mandato, o líder também emitiu uma série de ordens executivas e memorandos que cancelam boa parte do legado de Bush, a mais polêmica sendo a que fechará a prisão de Guantánamo em um ano.

Obama também proibiu o uso da tortura em interrogatórios, em um sinal ao mundo de uma mudança radical na posição diplomática dos EUA.

Há duas semanas, o líder anunciou o fim das operações militares no Iraque para agosto de 2010, quando pelo menos 90 mil dos 142 mil soldados americanos no país terão voltado aos EUA.

E, na segunda-feira, assinou uma ordem executiva que coloca fim à proibição para financiar com fundos públicos a pesquisa com células-tronco procedentes de embriões.

Obama também parece que dedicará boa parte de seu mandato à diplomacia. Após fazer sua primeira viagem ao exterior ao Canadá, ele irá, em duas semanas, para a Europa, e fixou o objetivo de sair da capital pelo menos uma vez por semana.

Ainda resta ver se ele cumprirá sua promessa eleitoral de estar disposto a dialogar com países hostis, como o Irã.

Será preciso esperar os 100 dias para saber qual será sua estratégia definitiva para o conflito no Afeganistão.

E deve resolver também o dilema que talvez mais interesse ao americano comum: quando chegará à Casa Branca o cachorro que prometeu a suas filhas, Malia e Sasha. EFE mv/db

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