Obama começa semana focado em defender reforma de saúde

Washington, 20 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou hoje a pressão que deve fazer ao longo da semana a favor da reforma no setor de saúde, um de seus principais objetivos legislativos e que encontra forte resistência no Congresso.

EFE |

Obama foi hoje a um hospital infantil de Washington, onde em breves declarações à imprensa reiterou que chegou o momento de levar adiante essa reforma para dar cobertura aos cerca de 30 milhões de pessoas que não têm acesso a atendimento digno de saúde nos EUA.

Segundo o presidente, os custos médicos disparam enquanto as empresas especializadas em planos de saúde alcançam lucro recorde.

"Isso não é um jogo político. Isso vai de um sistema de saúde que está destroçando as famílias americanas", declarou Obama.

Obama deve centrar sua semana na defesa dessa reforma. Na quarta-feira dará uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em horário nobre, em que suas declarações iniciais girarão em torno do sistema de saúde.

Na quinta-feira, deve ir a Ohio para visitar a Clínica Cleveland, em uma viagem na qual reforçará a mesma mensagem. Obama joga boa parte de sua popularidade pessoal com essa aposta.

Uma pesquisa publicada hoje no "Washington Post" indica que a popularidade geral de Obama, apesar de se manter alta, caiu a 59%, seis pontos menos que há um mês, ficando abaixo dos 60% pela primeira vez.

Em parte, essa queda se deve ao retrocesso na aprovação de sua gestão da reforma de saúde. Em abril, ao fim dos primeiros 100 dias de mandato, Obama contava com apoio de 57% dos eleitores, mas esse número fica agora em 49%.

A proposta não encontra resistência apenas entre o público. No Congresso, encarregado de aprová-la, republicanos e até alguns democratas moderados se mostram reticentes, na maioria das vezes preocupados com o impacto que a medida pode ter no já enorme déficit fiscal do país, que supera US$ 1 trilhão.

Um comitê do Senado aprovou na semana passada um projeto de lei que estende a cobertura médica a quase todos os americanos, com um custo de US$ 615 bilhões em dez anos.

Trata-se do primeiro comitê do Congresso que dá o sinal verde a uma minuta da reforma, que ainda precisa passar por um complicado processo para sua aprovação final.

Esse projeto do Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência do Senado obrigaria os americanos a contratar um serviço de saúde e às empresas a contribuir para seu pagamento.

Atualmente, cerca de 50 dos 300 milhões de habitantes dos EUA carecem de seguro de saúde.

Na semana passada, na Câmara de Representantes, os líderes democratas de outros três comitês apresentaram uma minuta de seu próprio projeto de reforma.

Esse documento contempla um aumento dos impostos aos americanos mais ricos, o que provocou a ira dos republicanos. No total, o plano custaria mais de US$ 1 trilhão em dez anos. EFE mv/rr

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