O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou nesta quarta-feira na Arábia Saudita, a primeira parada da visita oficial ao Oriente Médio e à Europa. Obama se reuniu com o rei saudita Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, perto de Riad.

Na quinta-feira, ele segue para o Egito, onde deve se reunir com o presidente Hosni Mubarak, e realizar um aguardado discurso no qual se dirigirá ao público muçulmano.

A expectativa é de que Obama tente dar fôlego renovado às negociações de paz no Oriente Médio e superar as desconfianças que cercam a atuação americana na região.

Pouco antes de Obama desembarcar na Arábia Saudita, uma gravação atribuída ao líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o acusou de plantar sementes para aprofundar o ódio contra os Estados Unidos.

Também na quinta-feira, Obama visitará a Universidade do Cairo, onde deve fazer um aguardado discurso para o mundo islâmico.

Esta é a primeira viagem de Obama ao Oriente Médio desde que ele tomou posse, em janeiro deste ano. Antes disso, ele tinha feito apenas uma escala no Iraque, em abril.

De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, no discurso no Egito, Obama procurará demonstrar "que os Estados Unidos buscam um relacionamento diferente" com o mundo muçulmano, em uma tentativa de isolar as alas mais radicais da sociedade islâmica.

Durante a campanha à Presidência, Obama havia afirmado que, caso eleito, faria um discurso aos muçulmanos na capital de um país islâmico.

Na terça-feira, uma mensagem atribuída ao segundo homem no comando da rede Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, foi publicada em um website ligado aos extremistas.

Na mensagem de áudio, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o líder da Al-Qaeda chama Obama de "criminoso" e afirma que ele não será bem-vindo no Egito.

Ele ainda classificou as campanhas dos EUA no Iraque e Afeganistão como "sangrentas" e pediu aos muçulmanos que não deem atenção às mensagens de Obama.

"As mensagens sangrentas (de Obama) estão sendo recebidas e não serão ocultadas por campanhas de relações públicas, visitas teatrais ou palavras educadas", diz a mensagem, em uma referência ao discurso que Obama fará no Cairo.

Negociações
A viagem de Obama não inclui uma visita a Israel. Mas, pouco antes de partir, na terça-feira, Obama se encontrou com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em Washington.

A reunião aconteceu a portas fechadas, mas informações dão conta de que o presidente americano reiterou o pedido para que Israel suspenda a construção em assentamentos na Cisjordânia.

Israel tem resistido a interromper as atividades de construção nos assentamentos, que são considerados pelos líderes palestinos como um dos maiores obstáculos à paz na região.

Depois do Egito, Obama segue para a Alemanha, onde deve se encontrar com a chanceler Angela Merkel e visitar o campo de concentração de Buchenwald.

No sábado, Obama segue para a França, onde participará, junto com o presidente Nicolas Sarkozy e o herdeiro do trono britânico, príncipe Charles, das comemorações do Dia D na Normandia.

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