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Obama cogita refinar política sobre Iraque

washington - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, abriu hoje a porta para refinar sua política sobre o Iraque, mas negou que mudará de posição sobre retirar as forças de combate dos Estados Unidos em um prazo de 16 meses.

EFE |

Obama, que hoje participou de vários atos eleitorais em Dakota do Norte, indicou, em entrevista coletiva exibida pela televisão, que deve viajar, nos próximos meses, ao Iraque, e que o que aprender durante a visita aos comandantes no terreno o ajudará a refinar sua política, mas "não o calendário de 16 meses".

O que sua visita ao Iraque poderia modificar, disse, seriam seus cálculos sobre o número de soldados que ficariam no país para treinar as forças de segurança nacionais. A entrevista coletiva foi a segunda realizada pelo candidato hoje e foi convocada para responder às acusações do Partido Republicano de que tinha mudado de posição com relação à Guerra do Iraque.

"Minha posição é a mesma de há quatro meses, a mesma de há 12 meses", afirmou Obama, que assegurou que se chegar à Presidência americana, colocará "fim a esta guerra". No primeiro comparecimento do dia, tinha dito que não apóia uma presença a longo prazo dos EUA no Iraque, mas que qualquer saída deve ser ordenada e levar em conta a segurança das tropas.

"Sempre disse que ouviria os comandantes no terreno. Sempre disse que o ritmo da retirada seria ditado pela segurança das tropas e pela necessidade de manter a estabilidade", disse.

Obama visitou o Iraque em uma ocasião, há dois anos, como parte de uma missão do Congresso.

Perante as críticas do adversário republicano, John McCain, que foi ao país árabe em sete ocasiões, Obama indicou que viajará ao local e ao Afeganistão nos próximos meses.

Sua campanha não anunciou as datas, por motivos de segurança, mas especificou que a viagem será uma missão do Congresso e a imprensa não acompanhará o candidato.

McCain, que destacou sua experiência como piloto da Marinha e prisioneiro de guerra no Vietnã, defende a estratégia atual no Iraque.

Após a primeira entrevista coletiva do aspirante democrata hoje, o Comitê Nacional Republicano afirmou que "parece que não há assunto no qual Barack Obama não esteja disposto a retroceder para conseguir benefícios políticos".

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