Obama chega à Turquia após ter solucionado crise na Otan

Dogan Tilic. Istambul, 5 abr (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, chegou hoje à Turquia após ter convencido o Governo do país a aceitar a nomeação do primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, como novo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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A imprensa turca ressaltou hoje que as promessas de Obama à Turquia abriram caminho para que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, aprovasse a nomeação de Rasmussen, que sofria oposição da Turquia por causa de suas atuação em relação às charges de Maomé publicadas em um jornal dinamarquês em 2005.

A capital da Turquia, Ancara, está sob intensas medidas de segurança para receber o presidente americano. Seu espaço aéreo foi fechado, assim como as ruas pelas quais Obama vai passar, enquanto milhares de policiais estão em alerta por vários pontos da cidade.

O jornal turco "Habertürk" chegou a noticiar a detenção de um cidadão sírio cujo objetivo seria matar o presidente americano.

A visita oficial do chefe de Estado dos EUA começa amanhã em Ancara com uma visita ao mausoléu do fundador da Turquia atual, Mustafa Kemal Atatürk, para ser depois recebido no palácio presidencial de Çankaya pelo presidente turco, Abdullah Gül.

Após sua reunião com Gül e um discurso perante o Parlamento turco, Obama se encontrará com dirigentes da oposição turca.

Amanhã, o presidente dos EUA segue para Istambul, onde deve fazer um discurso no Fórum da Aliança de Civilizações.

Na terça-feira, Obama deve visitar o museu da igreja de Santa Sofia, a mesquita do sultão Ahmed e conversar com estudantes do Museu de Trabalhos Islâmicos antes de retornar aos EUA.

O Parlamento da Turquia que receberá Obama é o mesmo que em março de 2003 rejeitou que as tropas americanas passassem por território turco para chegar ao Iraque, o que despertou uma grave crise nas relações bilaterais.

Esta questão será debatida de novo durante a visita do presidente dos EUA.

Obama será o segundo presidente americano a falar ao Parlamento turco. Antes, Bill Clinton o fez em novembro de 1999.

O Partido da Sociedade Democrática (DTP, pró-curdo) disse que solicitará a Obama no Congresso turco a autonomia democrática desta minoria étnica na Turquia.

Washington melhorou suas relações com Ancara a partir de 2006, quando a Turquia começou a receber informações secretas americanas para suas operações militares contra o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), baseado no norte do Iraque.

A expectativa é de que o presidente dos EUA dê à Turquia seu apoio contra o PKK, destaque seu interesse em solucionar a divisão da ilha do Chipre e renove seu pedido para Ancara enviar tropas de combate ao Afeganistão. EFE dt/bba

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