Obama chega à Rússia e se diz confiante em progresso

Por Michael Stott e Matt Spetalnick MOSCOU (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Rússia nesta segunda-feira e afirmou estar confiante que as discussões com o chefe do Kremlin, Dmitry Medvedev, poderão render um extraordinário progresso nas relações entre os dois países em diversas questões.

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"Estamos confiantes que podemos continuar a avançar das excelentes discussões que tivemos em Londres", disse Obama a Medvedev no início do encontro no Kremlin.

"E isto no conjunto de inúmeras questões -- incluindo segurança, economia, energia, meio ambiente -- que os Estados Unidos e a Rússia têm mais em comum do que divergências. E se nós trabalharmos pesado nestes próximos dias, podemos ter um extraordinário progresso que poderá beneficiar as pessoas dos dois países", disse o presidente norte-americano.

Uma autoridade norte-americana disse à Reuters que o esboço de um acordo sobre redução dos arsenais nucleares da Rússia e dos Estados Unidos seria apresentado por Obama a Medvedev no encontro deles no Kremlin.

"Há um texto para que eles revisem", disse a autoridade norte-americana, falando anonimamente sobre o acordo nuclear.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, cumprimentou Obama e sua família, enquanto eles saíam do avião Air Force One no aeroporto Vnukovo, em Moscou, sob tempo frio e céu nebuloso. Mas a chegada não foi transmitida ao vivo pela televisão russa.

A comitiva de Obama seguiu escoltada do aeroporto até o Túmulo do Soldado Desconhecido para uma cerimônia sem seguidores. Nos subúrbios da cidade, pequenos grupos de espectadores sorriam e acenavam, mas a maioria olhava sem nenhuma reação.

Líderes empresariais que viajaram com Obama querem usar a visita para aumentar o comércio e o investimento bilateral. A Rússia negociou com os Estados Unidos apenas 36 bilhões de dólares em 2008, e o investimento ficou bem abaixo dos competidores europeus.

"Esperamos que o presidente Medvedev seja capaz de continuar seguindo sua campanha para melhorar o Estado de Direito", disse Andrew Somers, presidente da Câmara Americana de Comércio na Rússia, em uma entrevista à Reuters.

"Eu creio que esta é uma única grande inibição para o investimento pelas empresas norte-americanas, suas preocupações sobre o Estado de Direito."

Obama também ouvirá a oposição democrática do país, encontrará o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev e fará um discurso a estudantes russos.

Mas ele enfrentará uma difícil missão para tentar atingir seu objetivo declarado de um "reinício" nas relações entre Washington e Moscou.

(Reportagem adicional de Jeff Mason, Guy Faulconbridge, Dmitry Sergeyev e Amie Ferris-Rotman)

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