Obama chega a Riad, e Bin Laden divulga mensagem

Por Ross Colvin e Ulf Laessing RIAD (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou na quarta-feira à Arábia Saudita para conversas com o rei Abdullah, na véspera de um aguardado discurso que fará no Cairo na esperança de melhorar a imagem do seu país no mundo islâmico.

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Após ser recepcionado no aeroporto de Riad, Obama viajou para a fazenda do rei Abdullah, onde eles devem conversar a respeito do conflito árabe-israelense, das aberturas diplomáticas dos EUA para o Irã e do preço do petróleo.

Logo após o desembarque de Obama, a TV Al Jazeera divulgou uma gravação do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em que ele diz que Obama havia plantado as sementes "da vingança e do ódio" contra os EUA no mundo islâmico.

Bin Laden disse que o novo presidente segue os passos do seu antecessor George W. Bush, e alertou os norte-americanos a se prepararem para as consequências das políticas da Casa Branca.

Obama, que é filho de um muçulmano e passou parte da infância em um país islâmico, a Indonésia, tenta reparar os danos à imagem dos EUA provocados pelas políticas de seu antecessor, George W. Bush, especialmente devido às guerras no Iraque e Afeganistão e aos abusos contra presos na chamada "guerra ao terrorismo."

O presidente passará a noite na fazenda do rei saudita antes de embarcar para o Cairo, onde com seu discurso cumprirá a promessas de campanha de, ainda nos primeiros meses de mandato, ir a uma capital árabe para fazer um pronunciamento ao mundo islâmico.

"Estou confiante de que estamos em um momento no qual, nos países islâmicos, acho que há um reconhecimento de que o caminho do extremismo não irá na verdade resultar em uma vida melhor para as pessoas," disse Obama à rede NBC antes de embarcar em Washington.

"Acho que há um reconhecimento de que simplesmente ser antiamericano não irá resolver seus problemas. Os passos que estamos dando agora para deixar o Iraque tomam essa questão e a espalham um pouco."

Antes, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, havia dito que o discurso pretende "relançar nossas relações com o mundo muçulmano."

Mas Obama alertou contra um excesso de expectativas para o discurso, que segundo ele é apenas um primeiro passo para abrir um diálogo mais amplo com o mundo islâmico.

"Afinal de contas, um discurso não irá transformar diferenças políticas muito reais e algumas questões dificílimas que cercam o Oriente Médio e a relação entre o Islã e o Ocidente," afirmou Obama.

Washington espera que a Arábia Saudita assuma um papel moderador na Opep contra países que buscam elevar os preços do petróleo, como o Irã. O produto alcançou seu maior valor em sete meses, o que ameaça as perspectivas de recuperação econômica do mundo.

Arábia Saudita e EUA têm uma relação de quase 60 anos, baseada na garantia de fornecimento de petróleo em troca da proteção norte-americana à monarquia saudita.

Obama tem dito que irá discutir o preço do petróleo com o rei Abdullah e que irá argumentar que um aumento não é do interesse saudita.

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