Obama chega à Jordânia para se reunir com Abdullah II

Amã - O candidato do Partido Democrata à Casa Branca, Barack Obama, chegou hoje à Jordânia para se reunir com o rei Abdullah II, dentro da viagem que realiza pela região e que já o levou ao Kuwait, Afeganistão e Iraque.

EFE |

Obama espera ainda, em Amã, o monarca jordaniano, que deve retornar de uma visita privada de vários dias aos Estados Unidos.

Segundo a imprensa jordaniana, o rei Abdullah expressará ao candidato democrata seu desejo de que continue, se sair vitorioso das eleições, com o plano do presidente americano, George W. Bush, para o Oriente Médio, que pretende implantar a coexistência pacífica de dois Estados (um israelense e outro palestino).

Além disso, os dirigentes jordanianos esperam conhecer de Obama as linhas gerais da política do Partido Democrata no caso de sua vitória nas presidenciais americanas, em 4 de novembro.

Após a Jordânia, o candidato democrata irá a Israel e aos territórios palestinos, onde encerrará sua viagem regional pelo Oriente Médio.

Vista ao Iraque

Obama, reuniu-se na segunda-feira com o primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al Maliki, que lhe transmitiu uma avaliação sobre a situação da segurança no país, onde a violência está em seu menor nível em quatro anos.

A visita devolve à guerra do Iraque ao centro da campanha eleitoral dos Estados Unidos. Obama promete retirar as tropas de combate norte-americanas do país num prazo de 16 meses após sua posse.

A TV estatal Iraqiya noticiou o encontro entre Obama e Maliki em Bagdá, mas não há outros detalhes sobre a visita do candidato, cercada de sigilo por razões de segurança.

No fim de semana, Obama esteve no Afeganistão, onde disse que a situação é 'precária e urgente'. Ele sugeriu que os EUA deveriam transferir tropas do Iraque para lá.

AP

Neste mês, Maliki se declarou favorável a um cronograma para a retirada dos EUA do Iraque, mas não citou prazos. Obama elogiou Maliki pela sugestão, embora alguns iraquianos achem que a desocupação seria precipitada, pois as forças locais ainda não estariam em condições de oferecer segurança.

No domingo, o governo iraquiano negou que Maliki tenha dado aval ao cronograma de Obama, conforme noticiou a revista alemã Der Spiegel. Bagdá disse ter havido um erro de tradução.

O adversário republicano de Obama, John McCain, vinha criticando o democrata por não ter feito visitas recentes ao Iraque para fazer uma avaliação própria do conflito.

O candidato republicano já esteve oito vezes no Iraque, enquanto Obama havia ido lá apenas em janeiro de 2006, um mês antes de um atentado sunita contra a mesquita de Samarra, que abriu uma fase de intensos conflitos sectários no país.

Obama agora está em Bagdá como parte de uma delegação parlamentar. A embaixada dos EUA disse que ele vai se reunir com comandantes e soldados norte-americanos, mas não deve falar à imprensa.

Os comandantes devem dizer a Obama que a melhora na segurança ainda é frágil e pode ser ameaçada por uma desocupação apressada.

Tentando enfatizar sua capacidade diplomática, Obama ainda deve visitar outros países do Oriente Médio e algumas capitais européias nesta semana.

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