Por Caren Bohan e David Brunnstrom ESTRASBURGO, França (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido por uma multidão entusiasmada ao desembarcar na sexta-feira na França, onde participa de um cúpula da Otan na qual buscará apoio à sua nova estratégia para o Afeganistão.

Na véspera, Obama ajudara a definir em Londres um acordo do G20 contra a crise global. Espera repetir a dose, com relação à crise afegã, nos dois dias de cúpula da Otan.

"Ele vai conversar sobre uma forte parceria com a Europa, mas nessa parceria é preciso haver responsabilidades mútuas", disse o porta- voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a jornalistas que acompanhavam o presidente da Grã-Bretanha para a França.

Obama foi aplaudido por uma multidão que se aglomerava atrás das barreiras de segurança montada em Estrasburgo, uma das sedes da cúpula. Chegou a receber um beijo de uma popular, e depois seguiu para uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O presidente norte-americano apresentou sua na semana passada uma nova estratégia destinada a conter a violência do Taliban e da Al Qaeda no Afeganistão e no vizinho Paquistão, numa guerra iniciada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

Já tendo anunciado um aumento do contingente de combate dos EUA de 38 mil para 55 mil soldados, Obama afirmou que pretende enviar outros 4.000 militares para ajudar a treinar as forças afegãs para confrontarem problemas como o narcotráfico e a corrupção.

A Otan (aliança militar ocidental) participa do esforço no Afeganistão, mas é criticada por sua desorganização, e os líderes europeus relutam em comprometer mais soldados com um conflito cada vez mais impopular junto ao eleitorado.

Ainda na sexta-feira, Obama deve conversar com jovens franceses e alemães em Estrasburgo, na busca de apoio popular dos europeus para a missão no Afeganistão, segundo a Casa Branca.

O Afeganistão deve ser um dos principais temas também nas reuniões em separado com Sarkozy e com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel. A cúpula da Otan, organizada conjuntamente por França e Alemanha, começa oficialmente com um jantar em Baden Baden, no lado alemão da fronteira.

Manifestantes anti-Otan pretendem perturbar o encontro, e na quinta-feira houve confrontos entre ativistas e policiais em Estrasburgo, com a prisão de cerca de 300 jovens.

Obama tem dito que os países que não se sentirem capazes de ampliar sua participação militar no Afeganistão deveriam pelo menos aumentar a ajuda civil.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, reivindica que os países da Otan (exceto EUA) enviem até 4.000 soldados adicionais para darem segurança à eleição de agosto e para participarem do treinamento das forças locais.

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